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Campanha de Bolsonaro admite desvantagem de mais de 10 milhões de votos

Aliados do presidente dizem que, segundo suas pesquisas internas, a vantagem de Lula é de oito a dez pontos percentuais

Por Daniel Pereira Atualizado em 27 jun 2022, 12h25 - Publicado em 26 jun 2022, 10h54

Coordenador da campanha à reeleição, o senador Flávio Bolsonaro costuma publicar em suas redes sociais fotos e vídeos do pai dele e de Lula (PT) em eventos públicos. As imagens sempre mostram Jair Bolsonaro (PL) em meio a uma multidão, e o petista rodeado de alguns poucos apoiadores. Com as postagens, o Zero Um tenta desqualificar as pesquisas, principalmente aquelas que dão ao ex-presidente uma larga vantagem sobre o ex-capitão.

Na quinta-feira, 23, o senador divulgou um vídeo sobre a visita de Bolsonaro a Caruaru (PE) e, na legenda, atacou: “Segundo o Datafolha, este presidente tá com 28%. Rs”. Foi uma reação ao Datafolha divulgado naquele mesmo dia, que apontou Lula com 47%  — 19 pontos percentuais a mais do que o presidente e com votos suficientes para vencer no primeiro turno se as eleições fossem hoje.

Outros levantamentos, como o da Genial/Quaest, também indicam possibilidade de vitória do petista no primeiro turno. Mas há também sondagens com distâncias menores. O próprio comitê de reeleição de Bolsonaro encomenda pesquisas para consumo interno. A mais recente delas dá a Lula uma vantagem de oito a dez pontos percentuais, o que significa algo entre 12 milhões e 15 milhões de votos, considerando a totalidade de eleitores brasileiros.

Para reverter essa desvantagem, os aliados de Bolsonaro querem que ele priorize a região Sudeste, como mostra uma reportagem da nova edição de VEJA. Além disso, defendem que o governo recorra à gastança desenfreada a fim de tentar atenuar os efeitos da inflação, sobretudo o aumento dos preços de comida e combustíveis. Flávio até canta de galo nas redes sociais sobre a popularidade do pai, mas Jair cogita de tudo um pouco para ganhar terreno, do reajuste do valor do Auxílio Brasil à criação de um voucher, de 400 reais a 1000 reais, para os caminhoneiros. Não há prova melhor de que o ex-capitão e o seu entorno confiam nas pesquisas.

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