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Câmara vai manter financiamento empresarial, diz Cunha

Senado vetou doações privadas por 36 votos a 31, mas presidente da Câmara afirma não ter dúvidas de que deputados vão restabelecê-las

Por Marcela Mattos - 3 set 2015, 16h09

Um dia após o Senado alterar um dos principais pontos da reforma política e proibir a doação empresarial a candidatos ou a partidos, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avisou que a decisão dos senadores não será mantida pelos deputados, responsáveis por dar a última palavra sobre as modificações.

Nesta quinta-feira, o peemedebista afirmou que não tem “a menor dúvida de que a Câmara vai restabelecer” o texto aprovado em maio e reiterado em julho. “A Câmara, em dois turnos, manteve [o financiamento privado] na Constituição. O Senado tem todo o direito de deliberar e cabe respeitar. Agora, o Senado é casa revisora. A casa iniciadora vai concluir de acordo com a concordância ou não com o que o Senado aprovou”, disse Cunha.

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Pelo texto aprovado pela Câmara, ficou definido que as empresas poderiam doar apenas aos partidos, e não mais diretamente aos candidatos, como atualmente acontece, e que haveria um teto de 2% do faturamento no ano anterior à eleição ou no máximo 20 milhões de reais. Já durante votação no Senado nesta quarta-feira, os congressistas decidiram vetar qualquer doação privada, permitindo apenas que pessoas físicas injetem recursos nas campanhas. A medida foi aprovada em votação apertada: 36 a 31 votos.

De acordo com Cunha, a nova rodada de votações sobre a reforma política será no mesmo dia em que o texto chegar do Senado. “A pauta está livre e esse tema será prioridade na semana que vem”, afirmou. O peemedebista trabalha para emplacar as mudanças no sistema eleitoral nas eleições do ano que vem. Para isso, o texto deve ser votado até início de outubro, um ano antes do pleito.

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