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Câmara de São Paulo aprova fim do rodízio de veículos

Tudo indica, no entanto, que prefeito Fernando Haddad (PT) deve vetar a proposta, aprovada em votação simbólica em um 'cochilo' dos vereadores

Por Da Redação 28 Maio 2014, 22h53

Em votação que durou menos de 50 segundos, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira um projeto que acaba com o rodízio municipal de veículos. Tudo indica, no entanto, que prefeito Fernando Haddad (PT) deve vetar a proposta. Os vereadores contrários mal conseguiram registrar seus votos, já que era uma votação simbólica, que geralmente ocorre em casos de acordo das lideranças para aprovar de uma vez só um pacote de projetos.

A proclamação da votação simbólica foi feita pelo presidente da Câmara, vereador José Américo (PT), menos de um minutos após o projeto ser colocado para o escrutínio dos parlamentares. O líder do governo na Casa, Arselino Tatto (PT), disse que não havia acordo e que o prefeito vai vetar a medida. Segundo ele, se fosse uma votação nominal, não haveria nem mesmo quórum para o projeto ser submetido a votação – com a soma dos votos contrários das bancadas do PSD, do PSDB e do PT (ao todo as três siglas somam 27 dos 55 parlamentares), a proposta teria sido rejeitada e seria arquivada.

O projeto, de 2007, é de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB). Ele afirma que, como muitas pessoas passaram a ter dois carros, o rodízio na capital paulista perdeu o sentido. “São Paulo tem 7,3 milhões de veículos, dos quais 2,3 milhões (os ilegais) não pagam nada. O governo tem de tirar esse montante da rua, que é o fluxo excluído pela restrição todos os dias”, argumentou Amadeu.

A proposta estava parada no Legislativo municipal e fora de pauta há sete anos. Mas Amadeu exigia que o texto fosse submetido à votação de seus colegas – caso contrário, o parlamentar, ligado ao deputado federal Campos Machado (PTB), ameaçava obstruir a pauta de votação na Câmara.

(Com Estadão Coteúdo)

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