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Caiado protocola pedido de criação da CPI do BNDES

Nesta terça-feira, também foram protocolados pedidos de criação de CPIs de fundos de pensão e do Carf

Por Laryssa Borges 7 abr 2015, 20h37

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) protocolou nesta terça-feira na Mesa Diretora do Senado pedido de criação de mais uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Casa. Desta vez, para apurar a concessão de empréstimos a fundo perdido ou sigilosos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A nova CPI, se confirmada, deve escancarar o esquema de distribuição de dinheiro pelo banco de fomento a aliados do governo petista, inclusive empréstimos para exportações brasileiras a nações como Angola, Cuba, Equador e Venezuela. Entre 2009 e 2014, o BNDES aprovou empréstimos de mais de 4,6 bilhões de reais para esses quatro países.

Para o senador Caiado, a nova CPI pretende “abrir a caixa preta” da instituição e deve revelar irregularidades ainda maiores do que as descobertas no escândalo do petrolão. “Todos os delatores da Petrobras disseram que o escândalo do petrolão é café pequeno perto do que vamos encontrar no BNDES. Há um volume enorme que foi emprestado para obras em países próximos ao PT com um carimbo de sigiloso. Só uma CPI poderá quebrar esse carimbo abrindo esse sigilo”, disse o parlamentar, autor da proposta de criação do grupo de investigação.

“O que temos observado é a existência de uma política de governo em que o BNDES entra como braço operacional para a transferência de vultosas quantidades de recursos para empresas e governos sem que se possa aferir se tais ações estão correspondendo ao interesse público”, afirmou Caiado no requerimento em que pede a criação da nova CPI. “Há que se compreender que no cerne desses recursos está dinheiro público brasileiro”, completou ele.

Nesta terça-feira também foram protocolados pedidos de criação de CPIs para investigar irregularidades em fundos de pensão e apurar o esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), cujos desvios podem chegar a 19 bilhões de reais.

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