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Cabral pedirá a Dilma 2,5 bilhões de reais para metrô do Rio

Dizendo-se 'sufocado', governador diz que União deve investir em mobilidade

Por Da Redação
4 jul 2013, 15h56

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), levará à reunião com o governo federal, na próxima semana, dois pleitos principais: investimentos diretos da União de 2,5 bilhões de reais para a linha 3 do metrô, na Região Metropolitana, e novas condições para o pagamento da dívida do estado. Também será levada à Casa Civil uma proposta de construção do metrô que ligará os municípios de Itaboraí, São Gonçalo e Niterói com um desenho mais barato do que o gasto inicial previsto, de 4 bilhões de reais.

“Queremos discutir com a presidente Dilma mais investimento em mobilidade, porque o governo federal não tem recursos diretos neste setor. São recursos do estado ou empréstimos. Na questão da redução da dívida, é uma relação profundamente injusta, sufocante. Pago 7 bilhões de reais por ano e o indexador é pernicioso, com alíquota de 13% da receita líquida. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul não aguentam. São valores insuportáveis. É um debate que não dá para adiar mais”, afirmou o governador, depois de uma solenidade de assinatura de convênio para incentivo do plantio de cana de açúcar no norte fluminense.

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Segurança – No mesmo evento, Cabral confirmou que a próxima região do Rio a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) será o Complexo da Maré, na zona norte da capital, onde dez pessoas morreram durante uma troca de tiros entre traficantes e policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), entre a noite do dia 24 e a manhã seguinte. “Lamento a morte de inocentes e até de marginais. O correto é a prisão, mas quando revidam atirando, a polícia tem que reagir. É uma situação ainda desse Rio de Janeiro que queremos pacificar. A Maré será a próxima pacificação”, declarou, sem estipular data.

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Formado por 15 comunidades com 130 000 moradores, o Complexo da Maré é dominado por duas facções de traficantes de drogas e uma milícia. Cortado pelas três principais vias expressas do Rio (Avenida Brasil e Linhas Vermelha e Amarela), o conjunto de favelas é rota obrigatória para quem chega ao Rio pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, e precisa se deslocar para o centro, a zona sul ou à Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Em um encontro do Bope com moradores há cerca de um mês, foi dito que a ocupação começa em agosto, logo depois da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada entre os dias 23 e 28.

Leia ainda: Complexo da Maré: a ocupação para criação de mais uma UPP

(Com Agência Estado)

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