Cabral pede ajuda a Lula e ao ministro da Justiça

Polícia Rodoviária Federal vai enviar para o Rio agentes de outros estados. Força Nacional de Segurança entra em prontidão

Por Cecília Ritto - 23 nov 2010, 11h32

O governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu ajuda ao presidente Lula e ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, para conter a onda de ataque de traficantes no estado. Por telefone, o presidente e o ministro ofereceram o envio da Força Nacional de Segurança (FNS), composta por policiais de outros estados. Por enquanto, a FNS ficará de prontidão. O governo federal, com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), vai reforçar as estradas que cortam a região metropolitana da capital.

O diretor-geral da PRF, inspetor Hélio Cardoso Derene, virá ao Rio de Janeiro à tarde para se reunir com as autoridades de segurança do estado. A PRF, a exemplo do que ocorre com as polícias estaduais, reduziu as folgas dos agentes, anunciou o pagamento de horas-extras em função do aumento da carga de trabalho e iniciou o remanejamento de homens de outros estados para o Rio.

O relações públicas da PRF, inspetor Alexandre Castilho, afirmou que serão enviados ao Rio de Janeiro apenas os policiais treinados e habituados ao combate da criminalidade. Ele não quis revelar quantos homens vão se juntar ao efetivo do estado, mas adianta que “a capacidade de combate da PRF no Rio, no mínimo, será duplicada com policiais de operações especiais, que serão deslocados de diversas localidades do Brasil.”

As forças estaduais de segurança estão em alerta máximo e, por determinação do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, está em curso uma operação “fecha-quartel”, com suspensão das atividades burocráticas e envio de policiais de funções internas para a rua.

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Desde a segunda-feira, as autoridades de segurança pública do estado do Rio – e o próprio governador – começaram, enfim, a tratar os ataques em série a motoristas e os incêndios de veículos em via pública como uma ação organizada dos criminosos. Sérgio Cabral afirmou acreditar que as ações sejam uma reação das quadrilhas à perda de território imposta pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

De acordo com o governador, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, está planejando, com a cúpula das polícias civil e militar, uma “reação organizada” para conter a onda de ataques. Entre as medidas, estão o aumento no número de blitzes em toda a região metropolitana e o uso de motocicletas para chegar mais rápido aos locais dos assaltos.

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