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Bretas manda ex-secretário de Paes para prisão domiciliar

Juiz responsável pela Lava Jato no Rio disse que Alexandre Pinto manifestou 'interesse em colaborar'; no fim de semana, ex-prefeito lançou-se a governador

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 30 Jul 2018, 21h25 - Publicado em 30 Jul 2018, 18h46

Preso desde 23 de janeiro, o ex-secretário municipal de Obras do Rio de Janeiro Alexandre Pinto teve sua prisão preventiva revogada pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. A partir de agora, porém, ele terá de cumprir prisão domiciliar. A decisão foi tomada na última quinta-feira, 26, mas divulgada apenas nesta segunda.

Acusado de envolvimento em um esquema de corrupção na construção do BRT Transbrasil (corredor expresso que liga o centro do Rio ao bairro de Deodoro, na zona oeste) e em obras da Bacia de Jacarepaguá (também na zona oeste), Alexandre Pinto é réu em quatro ações penais que tramitam na 7ª Vara Federal.

Ele foi secretário durante a gestão do prefeito Eduardo Paes, que na época integrava o MDB. Hoje, Paes é filiado ao DEM e candidato a governador do Rio nas eleições de outubro.

O pedido de revogação da prisão foi apresentado pela defesa de Pinto e aceito por Bretas. O juiz considerou que o ex-secretário “tem manifestado interesse de colaborar e esclarecer os fatos criminosos nos processos a que responde” e que “nos interrogatórios buscou explicar os delitos imputados a ele e, eventualmente, confessando a prática de crimes, o que representa uma atitude de cooperação da defesa perante o juízo”.

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Segundo Bretas, Pinto “vem adotando comportamentos que demonstram a intenção em contribuir com a investigação criminal, pelo que fica afastada a necessidade da cautelar de prisão”. O juiz considerou ainda que as quatro ações já estão em fase processual avançada, o que dificulta uma eventual interferência do ex-secretário. Por fim, o magistrado determinou a prisão domiciliar e proibiu que Alexandre Pinto mantenha contato com outros investigados nas ações a que responde. Ele também precisa apresentar seu passaporte à Justiça Federal.

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