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Brasil avança em igualdade de gênero, mas representatividade política feminina continua abaixo da média

Estudo Sustainable Development Report 2026 coloca o país na 53ª posição global, impulsionado por ganhos na escolaridade e na economia

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jul 2026, 15h30 | Atualizado em 28 jul 2026, 15h44
Brasil avança em igualdade de gênero, mas representatividade política feminina continua abaixo da média Priorizar nos meus resultados Google

A representatividade feminina na política ainda é um obstáculo a ser superado no Brasil, de acordo com o relatório Sustainable Development Report 2026, elaborado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN). O estudo detalha o desempenho de 169 países em relação à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), um plano de ação global que reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O levantamento mostra que o país tem avançado na busca pela igualdade de gênero, mas tropeça no que se refere aos mandatos exercidos por mulheres. Atualmente, elas ocupam apenas 17,2% das cadeiras no parlamento nacional. Este é o único indicador do ODS 5 em que o Brasil não expressa crescimento. Por outro lado, há progressos significativos em outros três pilares: cerca de 90% das mulheres que desejam evitar a gravidez no país utilizam métodos anticoncepcionais modernos; na economia, a participação feminina na força de trabalho atinge 72,8% em relação à masculina, sinalizando uma trajetória de recuperação; e, no campo da educação, as mulheres já ultrapassam os homens em escolaridade média.

No índice geral de desenvolvimento, que avalia 169 nações, o Brasil ocupa a 53ª posição, somando 74,2 pontos, o que corresponde a uma média superior à da América Latina e do Caribe. Desde o ano de 2015, o país acumulou um ganho de 4,3 pontos.

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A igualdade de gênero é um eixo crucial para o desenvolvimento sustentável. No entanto, o levantamento indica que essa lacuna não é exclusiva do Brasil, sendo observada em diversas partes do mundo. Em termos globais, um dos maiores desafios destacados pelo estudo está na escassez de dados sobre a violência contra as mulheres, o que cria sérios entraves para um monitoramento eficaz. Para superar este cenário, o relatório defende investimentos em sistemas de mensuração.

Atualmente, menos de 20% das metas dos ODS da ONU estão perto de serem atingidas no mundo, o que revela uma situação global ainda muito distante de uma realidade satisfatória.

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