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Boulos afasta possibilidade de união das candidaturas de esquerda

Líder do MTST pregou respeito à 'diversidade que existe' no seu campo político e disse que 'neste momento' não pensa em desistir da corrida eleitoral

Por Estadão Conteúdo - 7 jun 2018, 17h10

Pré-candidato pelo PSOL na eleição deste ano, o líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) Guilherme Boulos indicou nesta quinta-feira entender que não haverá unificação das candidaturas de esquerda nas eleições deste ano, ao menos no primeiro turno. Para Boulos, as conversas das legendas neste ano giram em torno de uma defesa “da democracia e dos direitos sociais”.

“Nós temos feito o debate de que a união do campo de esquerda é uma união pela democracia e direitos sociais no Brasil. É isso que está colocado”, disse Boulos. “A unidade se constrói ao mesmo tempo em que manifesta respeito a diversidade que existe na esquerda, que hoje se manifesta em muitas candidaturas, como as do ex-presidente Lula (PT), de Ciro Gomes (PDT) e Manuela (PCdoB)“, completou.

Questionado se poderia abrir mão de sua candidatura em prol de uma união da esquerda, Boulos voltou a negar. “Isso não está colocado neste momento”, resumiu.

Invasão do tríplex

O líder do MTST concedeu uma entrevista coletiva após depor na sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo, na investigação sobre o ato do movimento de moradia no triplex que motivou a prisão do ex-presidente Lula, no Guarujá, em abril. O presidenciável reclamou da atitude das autoridades de abrirem uma investigação “sem qualquer tipo de reclamação do suposto proprietário” e disse que a atitude revela um “processo de criminalização” dos movimentos sociais no Brasil. “Seguimos querendo saber quem é o dono desse tal triplex”, desafiou.

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