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‘Vão falar que botei fogo em Notre-Dame’, diz Bolsonaro com dono da Havan

Em live ao lado de Luciano Hang, presidente não cita crise do PSL e promete terminar 2022 com menos de 10 milhões de desempregados

Por Diego Freire 18 out 2019, 01h20 | Atualizado em 3 jul 2026, 15h58
‘Vão falar que botei fogo em Notre-Dame’, diz Bolsonaro com dono da Havan Priorize VEJA no Google

Em live nas redes sociais nesta quinta-feira 17, ao lado de Luciano Hang, empresário dono da rede varejista Havan, Jair Bolsonaro voltou a provocar o presidente francês Emmanuel Macron, com quem se indispôs publicamente nos últimos meses por divergências sobre a preservação da Amazônia. Após Hang criticar que recaísse sobre o presidente brasileiro a responsabilidade por queimadas na floresta, Bolsonaro ironizou: “cuidado que vão falar que eu que botei fogo em Notre-Dame“.

O assunto veio à tona depois de Bolsonaro relembrar sua participação na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em setembro, e dizer que foi criticado por “alguns países que queriam que o Brasil continuasse com sua política de demarcação de terras indígenas”. Segundo o presidente, líderes internacionais propunham demarcar 20% do território nacional como reserva indígena, o que, nas palavras dele, iria “acabar com o Brasil”. Bolsonaro, então, se disse vítima de uma campanha de difamação na área ecológica.

Concordando com o presidente, Luciano Hang narrou um caso: “um americano amigo meu ligou contando sobre um incêndio ambiental [na Califórnia]. E eu disse a ele: ‘chama o Macron, ele que vá lá apagar'”. Na sequência, o empresário fez um paralelo entre as queimadas. “Não disseram que o Bolsonaro tinha botado fogo na Amazônia? Agora é o Trump que está botando fogo ali?”, questionou.

Bolsonaro respondeu de forma irônica, citando o incêndio que danificou a histórica catedral francesa: “cuidado que vão falar que eu que botei fogo em Notre-Dame”. Classificando a situação como “um absurdo”, Hang completou: “e Notre-Dame tinha o rio ali do lado, era só apagar”.

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“Acidentes, catástrofes e problemas qualquer país tem, mas a maneira como o chefe de Estado tratou o Brasil… inclusive, duvidando da nossa soberania, serviu para alguma coisa: despertar o sentimento patriótico do povo brasileiro”, concluiu Jair Bolsonaro, fazendo novamente referência a Macron.

Ao longo da live, de pouco mais de 20 minutos, o presidente não comentou a crise política envolvendo seu partido, o PSL, agravada nesta quinta. Mais cedo, o líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), afirmou, em áudio obtido por VEJA, que vai “implodir” o presidente da República, a quem chamou de “vagabundo”. A declaração de Waldir ocorre após Bolsonaro ter articulado a troca na liderança da sigla na Casa. Waldir daria lugar a Eduardo Bolsonaro (SP).

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Sem mencionar política, a conversa entre Bolsonaro e Hang girou em torno de medidas econômicas. O presidente prometeu terminar seu mandato, em 2022, com “menos de 10 milhões de desempregados” no Brasil [dados mais recentes apontam cerca de 13 milhões nessas condições].

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