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Bolsonaro suspende compra de seringa e minimiza vacinação em outros países

Presidente diz que ministério não adquirirá insumos até que ‘preços voltem à normalidade’ e que estados e municípios têm estoques para iniciar a imunização

Por Da Redação Atualizado em 6 jan 2021, 12h07 - Publicado em 6 jan 2021, 11h37

Em uma publicação em suas redes sociais, nesta quarta-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas fez com que os valores disparassem, levando o governo a suspender a compra até que “os preços voltem à normalidade”. Sem detalhar, ele disse também que “estados e municípios têm estoques de seringas para o início das vacinações” .

O governo federal vem tendo dificuldades para adquirir seringas e agulhas para a vacinação em massa contra a Covid-19. Em um pregão eletrônico realizado na semana passada, o Ministério da Saúde adquiriu 2,4% do total esperado — das 331 milhões de seringas desejadas, apenas 7,9 milhões foram compradas.

Israel

No final da postagem, Bolsonaro também minimizou o início da vacinação em outros países. “Por volta de 44 países estão vacinando, contudo a Pfeizer (sic) vendeu para muitos desses apenas 10.000 doses. Daí a falácia da mídia como se tivessem vacinado toda a população”, escreveu.

  • O presidente listou, sem citar qualquer fonte, os percentuais de vacinação em algumas nações, mas deixou de fora da lista Israel, país próximo do governo brasileiro no cenário geopolítico. Desde o dia 20 de dezembro, quando começou a imunização em massa, os israelenses já conseguiram vacinar cerca de 13% dos seus nove milhões de habitantes, ultrapassando a meta de 150 mil vacinações por dia. O imunizante usado é o do Pfizer, citado por Bolsonaro no post, mas o governo pretende complementar com doses da Moderna e da AstraZeneca.

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