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Bolsonaro sobre Guedes e o AI-5: ‘Eu falo de AI-38; 38 é meu número’

Presidente se esquiva de comentar fala do ministro da Economia, que especulou sobre a reedição do Ato Institucional que aprofundou a repressão na ditadura

Por Da Redação - Atualizado em 26 nov 2019, 12h07 - Publicado em 26 nov 2019, 11h37

O presidente Jair Bolsonaro se esquivou de comentar nesta terça-feira, 26, a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o AI-5, ato institucional baixado pelo presidente Costa e Silva em dezembro de 1968 que aprofundou a repressão praticada pela ditadura militar. “Eu falo de AI-38. Quer falar do AI-38, eu falo agora contigo aqui. Quer o AI-38, eu falo agora. 38 é meu número. Outra pergunta aí”, respondeu o presidente ao ser questionado pela imprensa sobre o assunto, referindo-se ao número escolhido para o partido idealizado por ele, o Aliança pelo Brasil, sob o número 38 – o mesmo que determina o calibre de armas.

Em Washington, Guedes mencionou o AI-5 ao afirmar que é “uma insanidade” que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva peça a presença do povo em manifestações nas ruas. “Não se assustem então se alguém pedir o AI-5”, afirmou o ministro.

No fim de outubro, um comentário do deputado Eduardo Bolsonaro, filho Zero Três do presidente, sobre a medida tomada pela ditadura militar causou polêmica e gerou repreensões de lideranças políticas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo defendeu medidas como “um novo AI-5” para conter manifestações de rua, caso “a esquerda radicalizasse”.

Repressão

O Ato Institucional nº 5 foi a mais dura medida instituída pela ditadura militar, em 1968, ao revogar direitos fundamentais e delegar ao presidente da República o direito de cassar mandatos de parlamentares, intervir nos municípios e Estados, esvaziar garantias constitucionais como o direito a habeas corpus e suspensão de direitos civis.

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(Com Estadão Conteúdo)

 

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