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Bolsonaro negocia para disputar Presidência pelo PSDC, de Eymael

Segundo colocado na disputa pelo Planalto, segundo o Datafolha, deputado federal, hoje no PSC, procura um novo partido para disputar a eleição em 2018

Por Edoardo Ghirotto - 18 jul 2017, 19h59

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse estar “namorando” partidos para lançar sua pré-candidatura à Presidência da República em 2018. Ele afirmou que se reunirá na próxima semana com o PSDC, de José Marya Eymael, candidato ao Palácio do Planalto em 1998, 2006, 2010 e 2014, para discutir uma eventual filiação.

“Pode realmente acontecer um fechamento com o PSDC. O que está mais certo é esse”, afirmou Bolsonaro a VEJA. O deputado disse que também mantém conversas com o PHS e o Muda Brasil, projeto de partido capitaneado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR), condenado no esquema do Mensalão. “Eu namoro os partidos e eles me namoram.”

Vice-líder nas pesquisas de intenção de voto, com 16%, Bolsonaro afirmou que anunciará sua nova filiação até março de 2018 – o prazo limite para trocar de partido é abril. Ele disse ter ficado insatisfeito com a postura do PSC nas eleições de 2014 para o governo estadual do Maranhão, quando a sigla apoiou a candidatura do atual governador Flávio Dino (PCdoB).

“O pastor Everaldo [presidente do PSC] fechou acordo com o Flávio Dino para que o tempo de televisão do PSC somasse com o do PCdoB, o que ocasionou em um número de prefeituras comunistas no Maranhão que é inferior só ao da China comunista”, disse Bolsonaro. “A aliança tem que ter um motivo. Não quero ser leviano, não vou acusar, mas parece que é o normal. Se for, é mais grave ainda, porque o cara é um pastor e está se coligando com o PCdoB. Então, cada um que cuide da sua vida.”

A última pesquisa Datafolha, de junho, apontou um empate técnico de Bolsonaro com a ex-senadora Marina Silva (Rede) na segunda colocação das eleições para a Presidência da República – o deputado tem 16% das intenções, enquanto Marina soma 15%.  A primeira colocação está com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 30%.

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