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Bolsonaro nega corrupção ao falar da Covaxin: ‘Não foi gasto um centavo’

Presidente ainda atacou a vacina CoronaVac, afirmando que ela tem pouca eficácia e que 'não está dando muito certo'

Por Da Redação Atualizado em 24 jun 2021, 22h41 - Publicado em 24 jun 2021, 22h35

O presidente Jair Bolsonaro negou na noite desta quinta-feira, 24, a existência de irregularidades no contrato de importação da vacina indiana Covaxin.

Em sua tradicional live nas redes sociais, o chefe do Planalto lembrou ter declarado que só compraria vacinas após o aval da Anvisa e, como não houve, o Brasil não deu prosseguimento à compra. “Não recebemos uma dose de vacina, que corrupção é essa? Não foi gasto um centavo com aquilo. Pode olhar aí todas as notas. Sem falar que, publicamente, eu disse que só compraríamos vacina depois que passar pela Anvisa. E ponto final”, completou.

Mas Bolsonaro confirmou ter se encontrado em março com o deputado Luis Miranda (DEM-DF), que tem denunciado supostas irregularidades nas negociações para a compra da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O presidente, porém, negou as suspeitas levantadas por Miranda, e definiu as acusações de corrupção como “coisa ridícula”.

“Está essa onda toda aí… ‘Agora pegamos o governo Bolsonaro’, ‘corrupto’, ‘negociando vacina com 1.000% de sobrepreço’… Não vou entrar em muitos detalhes, não. Coisa tão ridícula. Isso aconteceu em março. Quatro meses depois ele resolve falar para desgastar o governo? O que ele quer com isso?”, questionou.

O presidente voltou a duvidar a eficácia da vacina CoronaVac. “Passou pela Anvisa. Passou apertadinho, né, 50,58% de eficácia… Eu não vou entrar em detalhes aqui. A Anvisa é um órgão independente, faz o seu papel lá, tem o histórico de excelente serviço prestado aí no Brasil. Mas, pelo que parece, não está dando certo. Ou está pegando em pouca gente, não está pegando naquela quantidade de gente que achava que ia pegar. O tempo dirá”.

Bolsonaro aproveitou para também criticar o ex-presidente Lula, governadores e os presidentes da Argentina, Alberto Fernández, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Deixar bem claro: você que perdeu seu emprego e sua renda, a culpa não foi minha. Quem fechou comércio foram governadores e prefeitos. Não joguem essa culpa para cima de mim”, afirmou. Ao mencionar o cenário econômico de outros países, declarou que as dificuldades na Argentina decorrem “do socialismo”. “Quem decidiu a eleição na Argentina foi o isentão. ‘Ah, não voto em nenhum dos dois’. A esquerdalha vai votar em todo lugar do mundo, a esquerda vota, são doutrinados para isso. Em consequência, a esquerda ganhou na Argentina”, disse o presidente, que ainda citou o ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez e o atual, Nicolás Maduro, aos quais se referiu como “os candidatos do Lula”.

“Governos socialistas, igual o ex-presidiário aqui no Brasil”, afirmou. Mas, de acordo com Jair Bolsonaro, “o Brasil vai bem, graças a Deus”.

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