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Bolsonaro não deve voltar a fazer campanha nas ruas, diz filho

Em vídeo publicado no Facebook, Flávio Bolsonaro afirma que presidenciável 'está em situação delicada'. 'Ele não pode ir às ruas, mas nós podemos', declarou

Por João Pedroso de Campos, André Siqueira Atualizado em 7 set 2018, 20h55 - Publicado em 7 set 2018, 16h16

Filho do candidato do PSL à Presidência da República Jair Bolsonaro, o deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PSL) declarou nesta sexta-feira, 7, por meio de um vídeo divulgado em seu perfil no Facebook, que o presidenciável “provavelmente não consegue mais ir para as ruas nessa campanha”.

Bolsonaro foi esfaqueado durante um ato em Juiz de Fora (MG), na tarde desta quinta-feira, 6, e atendido na Santa Casa da cidade. Ele foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira.

“Ele está em uma situação delicada, com dificuldade de falar ainda, mas eu vou para lá [São Paulo] para confortar e também, se ele tiver condições, saber como é que vamos conduzir a partir de agora essa campanha. Ele está lá se recuperando, provavelmente não consegue mais ir para as ruas nessa campanha. Ele não pode ir às ruas, mas nós podemos”, disse Flávio, que é candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Também na manhã desta sexta, em São Paulo, o presidente do PSL paulista, Major Olímpio, afirmou que a cúpula do partido não está discutindo neste momento quando a campanha será retomada. “Não estamos discutindo nada sobre campanha, porque o quadro requer cuidados por aproximadamente 48 horas”, afirmou. “Tão logo ele esteja recuperado, retomaremos a campanha em todo o território nacional”, completou.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais assessores de Bolsonaro, disse ao chegar ao Albert Einstein que a equipe de campanha pensa, apenas, na integridade física do presidenciável. “Por fim, o Jair já fez tudo o que tinha que fazer, deu seu sangue pelo Brasil. Agora, quem vai para as ruas somos nós”, declarou.

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Sobre a participação do candidato em debates na TV, Lorenzoni afirmou que “aos dois primeiros, pela proximidade com o evento, ele não irá. Os outros dois, quem decidirá é a equipe médica”. Os dois próximos debates são os da TV Gazeta, no próximo domingo, 9, e no SBT, em 26 de setembro. Os dois últimos são na RecordTV, em 30 de setembro, e na TV Globo, em 4 de outubro, último dia da campanha no primeiro turno.

O PRTB, partido do candidato a vice-presidente de Bolsonaro, General Hamilton Mourão, divulgou nota informando que as legendas vão intensificar as negociações sobre a sequência da campanha presidencial. “A tendência é que Mourão assuma os compromissos de Bolsonaro”, afirma em nota.

Em entrevista nesta quinta, o cirurgião Luiz Henrique Borsato apontou que a facada desferida por Adelio Bispo de Oliveira em Bolsonaro causou uma “volumosa hemorragia interna”, deixou três perfurações no intestino delgado do presidenciável, que foram suturadas, e uma “lesão grave” no cólon transverso, uma porção do intestino grosso. Neste caso, não houve pontos, mas um procedimento conhecido como colostomia, que consiste na exteriorização de parte do intestino em uma bolsa, onde são excretados fezes e gases.

Segundo o cirurgião, Bolsonaro deve ficar cerca de dois meses com a bolsa da colostomia e, então, será operado novamente para reverter o procedimento. Como o prazo terminaria depois das eleições, o médico foi questionado sobre se a colostomia impediria o candidato de fazer campanha. Ele respondeu que há pacientes que convivem com a bolsa permanentemente, com “qualidade de vida”.

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