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Bolsonaro mantém fala sobre ‘gripezinha’ e nega colapso na saúde

Presidente disse que palavras de Mandetta foram "exageradas", mas negou atritos com ministros. "Eu sou o técnico do time e o time está jogando muito bem"

Por Da Redação - Atualizado em 21 mar 2020, 22h57 - Publicado em 21 mar 2020, 22h42

O presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista na noite deste sábado, 21, na qual voltou a comentar sobre a pandemia de coronavírus, que já chegou a todos os estados brasileiros. Ele negou estar infectado e disse não acreditar que haverá um “colapso na saúde”, termo usado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Bolsonaro ainda se defendeu das críticas por ter falado em “gripezinha” e manteve seu discurso.

“Estão muito preocupados com a minha saúde e, depois de uma facada, estou tranquilo. Naquele momento, eu falei que seria uma ‘gripezinha’ para mim. E pode ter certeza que para 60% dos brasileiros não será nem uma gripezinha, não será nada, nem tomarão conhecimento. Entendo que para os idosos, pessoas que têm alguma doença, realmente o vírus poderá ser bastante grave”, afirmou, em entrevista à CNN Brasil.

Bolsonaro disse não ter nenhum atrito com o ministro Mandetta, mas admitiu que considerou o termo “colapso”, usado pelo ministro, como “exagerado e inadequado”. “Não há qualquer atrito, há uma conversa entre nós, estamos acertando os ponteiros”, disse. “Já fabricaram crise entre eu e o Paulo Guedes, entre eu e o Sergio Moro, e agora o Mandetta (…) Estes ministros têm dado show. Eu sou o técnico do time e o time está jogando muito bem.”

Bolsonaro disse não acreditar em colapso e confia que o medicamento Reuquinol, que possui como princípio ativo a hidroxicloroquina e cujos resultados ainda não tem confirmação científica, será eficiente para evitar um contágio mais rápido do Covid-19. “Não acredito (em colapso), o que estamos fazendo é alongar a curva de infecção. Estou muito confiante neste remédio, o Reuquinol.”

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“Doria é um lunático”

O presidente também fez duras críticas a seus ex-aliados e agora desfafetos, João Doria, governador de São Paulo, e Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro. “O Doria é um lunático. Ele nega que usou o meu nome para se eleger governador e está se aproveitando para crescer politicamente.”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disse que as medidas anunciadas por Doria e Witzel “estão fazendo terror com a população destes estados” e se disse aberto a debater o assunto. “Eu nunca neguei audiência com governador. Esses que me criticam, em especial o do Rio de Janeiro e o de São Paulo, sempre me criticaram.”

Pela manhã, Doria condenou as falas de Bolsonaro sobre “gripezinha” ao anunciar quarentena de 15 dias em São Paulo.Como governador de estado, gostaria de ter um presidente que liderasse o país em uma crise como esta. Fico triste, enquanto cidadão. É triste que não tenhamos uma liderança capaz de liderar a sua equipe e acalmar os brasileiros”, afirmou o governador paulista.

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