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Bolsonaro lamenta atos de violência e diz não ter controle de apoiadores

Na segunda, capoeirista foi morto a facadas em Salvador por simpatizante de presidenciável

Por Da Redação - Atualizado em 10 out 2018, 15h58 - Publicado em 10 out 2018, 12h57

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou na terça-feira (9) que lamenta atos de violência de apoiadores e que não tem ligação com eles. Também disse não controlar seus milhões de simpatizantes.

A declaração foi dada após o candidato ter sido questionado por um repórter sobre como via os atos “que têm sido cometidos em seu nome”. “Pô, cara, não é uma pergunta que tem que ser invertida, não? Quem levou a facada fui eu, pô! O cara lá que tem uma camisa minha, comete lá um excesso. O que eu tenho a ver com isso? Eu lamento”, afirmou a jornalistas.

Na segunda (8), o mestre de capoeira Moa do Katendê foi assassinado a facadas na Bahia após uma discussão política. A vítima havia se declarado eleitor de Fernando Haddad (PT), enquanto o agressor defendia o capitão da reserva. Bolsonaro não cita o caso explicitamente em sua declaração.

O candidato também pediu para que atos de violência não se repitam. “Peço ao pessoal que não pratique isso. Eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam”, afirmou.

Citando o ataque que sofreu em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, quando foi esfaqueado na barriga, Bolsonaro afirmou que a violência tem sido usada pelos adversários. “A violência veio do outro lado, a intolerância veio do outro lado. Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso aí.”

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Segundo a Polícia Federal, Adélio Bispo de Oliveira, que atacou o presidenciável e está preso, agiu por “inconformismo político”.

Bolsonaro publicou nesta quarta-feira (10), nas redes sociais, um vídeo com sua declaração aos jornalistas.

Crime

Moa do Katendê, de 63 anos, fundador do afoxé Badauê, na Bahia, foi morto em Salvador com 12 facadas após discutir com um homem sobre o resultado das urnas. O suspeito de cometer o assassinato, Paulo Sérgio Ferreira de Santana, afirmou ter sido ofendido na discussão e negou que o motivo tenha sido divergências políticas. Ele foi preso enquanto se escondia em casa e assumiu a autoria do crime, segundo a polícia.

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