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Bolsonaro ironiza e Ciro se defende após manifestações de sábado

Nas redes, Lula e Doria se calam; Eduardo Leite ataca até a terceira via

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 4 out 2021, 07h22 - Publicado em 3 out 2021, 13h29

Os atos pelo impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido)  repercutiram nas redes sociais, neste domingo. O presidente da República foi irônico ao publicar, no Twitter, uma foto de um boneco dele próprio sendo incendiado por manifestantes de esquerda no ato da Avenida Paulista, em São Paulo. “Muita paz e alegria nesse domingo”, escreveu. Originalmente, a imagem havia sido publicada pelo vereador Carlos Bolsonaro que comentou: “Tem método, prudência, sofisticação, biografia, socialismo e muita liberdade…”. 

Já o senador Flávio Bolsonaro (Patriota) lançou uma enquete perguntando a seus apoiadores qual manifestação seria menor, a parada gay (que chamou pejorativamente de “Bumbum livre”) ou “a do PT”. Ele também retuitou postagens de outras pessoas que comparavam as manifestações do dia 2 com a as de sete de setembro, em apoio ao governo. Para ele, os atos da esquerda foram “um fracasso”.

Já o principal adversário de Jair Bolsonaro nas eleições do ano que vem, não se manifestou. Luiz Inácio Lula da Silva se manteve distante dos atos e das rede sociais. O governador de São Paulo, João Dória (PSDB) também manteve silêncio, embora uma ala do seu partido tenha participado dos atos do último sábado. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que rivaliza internamente com Dória para ser o candidato tucano nas próximas eleições, publicou um vídeo em que afirma: “Nem Lula, nem Bolsonaro, nem terceira via. O impeachment resolve os problemas de hoje, mas não os de amanhã, se continuarmos no conflito”.

O único presidenciável que participou dos atos de sábado foi Ciro Gomes, do PDT. Ao discursar pelo impeachment do Bolsonaro, em São Paulo, no entanto, ele foi hostilizado por militantes da esquerda, principalmente os do Partido da Causa Operária. Neste domingo, o ex-governador do Ceará publicou um vídeo se defendendo dos ataques: Fui [às ruas] sabendo de antemão que poderia enfrentar a fúria e a deselegância de alguns radicais. Nunca me intimidaram e nunca me intimidarão”, disse.

O político do PDT recebeu solidariedade de Guilherme Boulos, do PSOL, que também participou das manifestações. “A presença de amplos setores políticos é fundamental para a luta pelo impeachment. Neste sentido, a hostilização de lideranças que foram à Paulista, entre elas Ciro Gomes, é inaceitável”, escreveu no Twitter. 

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