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Bolsonaro interrompe isolamento do coronavírus e vai a ato em Brasília

Presidente tinha sido aconselhado a não se expor até fazer outro teste para a doença; ato em que esteve foi convocado originalmente contra o Congresso

Por Redação Atualizado em 15 mar 2020, 17h40 - Publicado em 15 mar 2020, 13h57

O presidente Jair Bolsonaro deixou o isolamento ao qual estava submetido até a realização de um novo teste para o coronavírus e foi a uma manifestação em sua homenagem em Brasília, neste domingo, 15. O ato, convocado originalmente contra o Congresso, reuniu apoiadores de Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios e em frente ao Palácio do Planalto. Em um primeiro momento, o presidente passou de carro pela região onde as pessoas estavam concentradas, mas depois caminhou até os seus simpatizantes para cumprimentá-los.

Bolsonaro transmitiu em seu Facebook o momento em que esteve ao lado dos manifestantes. Ele apertou a mão de diversas pessoas e pegou os celulares de seus apoiadores para tirar selfies. O presidente não conversou com a imprensa em nenhum momento.

Na sexta-feira, 13, Bolsonaro testou negativo para o coronavírus, mas terá de ser submetido a um novo teste para que a doença seja descartada. O presidente teve toda a rotina alterada após o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, ter contraído a doença durante a viagem que uma comitiva do governo fez aos Estados Unidos. Outras cinco pessoas que estiveram com Bolsonaro no país também foram infectadas: o futuro embaixador nos EUA, Nestor Forster, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a advogada Karina Kufa, o publicitário Sergio Lima e o prefeito de Miami, Francis Suarez.

As manifestações deste domingo foram inicialmente convocadas para protestar contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Elas foram organizadas após o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, ser flagrado chamando os parlamentares de “chantagistas” durante uma transmissão online.

Bolsonaro havia apoiado a ida dos seus simpatizantes às manifestações, o que provocou reações negativas entre os chefes dos demais Poderes da República. Na semana passada, por recomendação das autoridades sanitárias, o presidente pediu para que os protestos fossem adiados em função do coronavírus. O apelo foi feito em uma live no Facebook e em um pronunciamento em cadeia nacional, no qual Bolsonaro aproveitou para defender a legitimidade dos atos.

Apesar do pedido de Bolsonaro, manifestantes decidiram ir às ruas em diversas cidades. O presidente tem usado os seus perfis em redes sociais para divulgar os atos durante todo o domingo. Faixas contra o Congresso e o STF são predominantes nos protestos. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é um dos principais alvos de xingamentos.

O presidente Jair Bolsonaro confraterniza com manifestantes em frente ao Palácio do Planalto Reprodução/ Facebook/VEJA.com
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