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Bolsonaro diz que não vai às ruas acompanhar julgamento por medo

"Posso sofrer violência", afirmou o parlamentar, que também desistiu de ir a uma solenidade de troca de comando em uma base aérea, no horário do julgamento

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 24 jan 2018, 10h34 - Publicado em 24 jan 2018, 09h23

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse que não pretende acompanhar nas ruas o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira 24 porque pode “sofrer violência” de apoiadores do dirigente petista. O parlamentar está em segundo lugar na corrida presidencial, atrás de Lula, segundo pesquisas recentes de intenção de voto.

“Se eu for pra rua, posso sofrer violência por parte de pessoas que não respeitam o direito de se expressar”, afirmou Bolsonaro, acrescentando que essas pessoas seriam integrantes de grupos pró-Lula.

O político também disse que não está torcendo contra o ex-presidente, mas espera que ele não seja absolvido. “Não estou torcendo pela condenação, mas espero que ele seja punido pelo que cometeu. Não tenho dúvidas de que aquele triplex seja dele. Já foram apresentadas muitas provas sobre isso”, declarou o pré-candidato.

O deputado iria participar hoje de uma solenidade de troca de comando na base aérea de Santa Cruz, no horário do julgamento, marcado para começar às 8h30, mas optou por ficar em sua casa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Bolsonaro já havia se manifestado nas redes sociais sobre o julgamento, na semana passada. Em uma postagem publicada no Twitter, no último dia 18, ele escreveu: “Espero que Lula, como chefe dessa organização criminosa, prove do próprio veneno no próximo dia 24”.

No dia 15, ele publicou um vídeo dizendo que Lula poderia “estar preparando uma saída estratégica, temendo uma condenação via TRF4”. Comentava informação publicada no Diário Oficial da União de que o ex-presidente “despacharia um assessor para a Etiópia a partir do dia 23 de janeiro”, véspera do julgamento. “Pediria asilo numa possível condenação?”, escreveu o deputado na internet.

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