Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Bolsonaro divulga novo vídeo de socorro após facada em Juiz de Fora (MG)

Presidente publicou imagens de sua transferência de cidade mineira para São Paulo, onde ficou internado

Por Leonardo Lellis Atualizado em 1 ago 2019, 12h28 - Publicado em 1 ago 2019, 12h03

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) divulgou imagens inéditas do dia em que foi transferido de Juiz de Fora (MG) para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ficou internado após ser vítima de um facada em um ato de campanha na cidade mineira no dia 6 de setembro de 2018.

Após ser socorrido na cidade mineira, ele foi transferido para a capital paulista no dia seguinte. “Imagens inéditas, 07/set/2018. Devo minha vida a Deus. Obrigado a todos pelas orações e confiança! A missão de recuperar o Brasil é de todos nós”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Continua após a publicidade

Autor confesso do atentado, Adélio Bispo de Oliveira foi considerado inimputável por apresentar transtornos mentais. Embora não possa ser condenado pelo crime, ele deverá ficar interado por tempo indeterminado. Bolsonaro não quis recorrer da sentença.

Adélio se deu mal. Eu não recorri porque, se recorresse, ele seria julgado não por homicídio, mas tentativa de homicídio, em um ano e meio ou dois estaria na rua. Como não recorri, agora é maluco o resto da vida. Vai ficar num manicômio judicial, é uma prisão perpétua. Já fiquei sabendo que está aloprando por lá. Abre a boca, pô”, disse o presidente na última segunda-feira.

O juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, impôs um prazo mínimo de três anos de internação, quando Adélio deverá ser reavaliado por uma perícia médica. O laudo psiquiátrico considerado na sentença afirma que Adélio é portador de Transtorno Delirante Persistente e que a facada em Bolsonaro foi consequência direta da doença.

  • Após abrir duas investigações, a Polícia Federal não identificou nenhum mandante e concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho. Apesar disso, Bolsonaro não concorda com este resultado da apuração. Quando atacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, ironizando o desaparecimento de seu pai na ditadura militar, o presidente também fez uma crítica à entidade por não aceitar que o advogado do réu não teve seu sigilo quebrado.

    “Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados (de Adélio)? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB?”, disse Bolsonaro. Em fevereiro, antes mesmo de Santa Cruz tomar posse na presidência da entidade, o desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, suspendeu uma decisão que autorizava quebra de sigilo de um dos advogados do autor da facada. O magistrado registrou que sequer havia indicação de qual delito o advogado teria praticado e reforçou que o sigilo do advogado é uma prerrogativa profissional.

    Continua após a publicidade
    Publicidade