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Bolsonaro desiste de subsidiar conta de luz de igrejas

Na semana passada, o presidente pediu que o Ministério da Economia estudasse o benefício, mas enfrentou resistência da equipe de Paulo Guedes

Por Da Redação - Atualizado em 15 jan 2020, 16h49 - Publicado em 15 jan 2020, 14h00

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que suspendeu qualquer estudo e negociação que tenha o objetivo de reduzir o preço da conta de energia de igrejas e templos religiosos. A declaração foi dada por Bolsonaro nesta quarta-feira, 15, quando ele deixava o Ministério de Minas e Energia. “Não tem negociação nesse sentido. Isso é uma decisão minha.”

Segundo o presidente, a decisão foi tomada depois de conversas com o deputado Silas Câmara (Republicanos), da bancada evangélica da Câmara, e com o missionário R.R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, e da oposição da equipe econômica a novos subsídios. “Falei a eles que está suspensa qualquer negociação nesse sentido”, reforçou o presidente.

Na semana passada, Bolsonaro pediu ao Ministério de Minas e Energia que avaliasse alternativas para subsidiar a conta de luz de grandes templos religiosos. A pasta confirmou que estava “estudando o assunto”. Uma minuta de decreto, espécie de documento prévio, foi elaborada e enviada ao Ministério da Economia, que rechaçou a ideia por contrariar a agenda reformista do ministro Paulo Guedes, defensor da redução desse tipo de benefício.

A intenção do governo é reduzir a conta de luz de consumidores de maior demanda, conectados à alta tensão, como basílicas e catedrais, que pagam tarifas mais caras no chamado horário de ponta, justamente quando acontecem algumas celebrações religiosas. Apesar de ser direcionada a todos os templos religiosos, o alvo principal da medida são os evangélicos, com uma bancada que é uma das principais bases de apoio ao governo Bolsonaro.

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