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Bolsonaro defende voto impresso e fala em ‘fraudes’ nas eleições dos EUA

Presidente ainda questionou a segurança das urnas eletrônicas após votar neste domingo no Rio de Janeiro

Por Laryssa Borges Atualizado em 29 nov 2020, 20h05 - Publicado em 29 nov 2020, 12h12

Depois de votar na manhã deste domingo, 29, no segundo turno das eleições municipais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a instituição do voto impresso no Brasil, apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) já ter declarado a medida como inconstitucional, questionou a segurança das urnas eletrônicas e insinuou que quem discorda dele neste quesito tem ressalvas ao princípio democrático.

“Não podemos continuar votando e não tendo a certeza se aquele voto foi ou não para aquela pessoa. E lembrando, o voto impresso ninguém bota a mão no papel. Qualquer um pode pedir a recontagem naquela área. E você vai ter a comprovação do voto eletrônico com o voto no papel. É pedir muito isso? Quem não quer entender isso não sei o que pensa da democracia”, disse ele.

“A minha eleição em 2018 só entendo que fui eleito porque tive muito, mas muito voto. Tinha reclamações que o cara queria votar no 17 [número com o qual concorreu] e não conseguia. O que aconteceu em muitas sessões? Vão querer que eu prove, é sempre assim. O cara botava um pingo de cola na tecla 7, um tipo de adulteração”, afirmou, sem provas.

O presidente, que integra a lista dos poucos chefes de Estado que ainda não reconheceram a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais americanas, também declarou hoje ter informações de que houve “fraudes” na corrida pela Casa Branca. Sem apresentar elementos que corroborem sua tese, amplamente rechaçada por autoridades eleitorais dos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que não sabe se as supostas irregularidades foram capazes de alterar o resultado eleitoral. As declarações do presidente brasileiro vão ao encontro do discurso do republicano Donald Trump, de quem Bolsonaro é admirador e que saiu derrotado tanto nos votos populares quanto no voto dos delegados.

“[Os Estados Unidos são] um dos países que é mãe da democracia. Agora a imprensa não divulga. Eu tenho minhas fontes de informações – não adianta falar para vocês, não vão divulgar, tá certo? – que realmente teve muita fraude lá. Teve. Isso ninguém discute. Se ela foi suficiente para definir um ou outro, eu não sei. Eu estou aguardando um pouco mais que lá seja decidido pelos condados, ou melhor, pelos estados, pela justiça eleitoral deles e quem sabe pela Suprema Corte deles no final.”

Joe Biden atingiu a marca de 306 dos votos do Colégio Eleitoral, 36 acima do necessário para garantir a vitória, contra 232 de Trump. A reunião do Colégio Eleitoral que formalizará o resultado das eleições americanas está marcada para o dia 14 de dezembro.

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