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Bolsonaro critica livros didáticos: ‘Muita coisa escrita’

Em entrevista na saída do Palácio da Alvorada, presidente afirmou que, a partir de 2021, materiais terão bandeira do Brasil na capa e o hino nacional

Por Da Redação - Atualizado em 3 jan 2020, 16h11 - Publicado em 3 jan 2020, 16h09

O presidente Jair Bolsonaro defendeu, nesta sexta-feira, 3, mudanças em livros didáticos distribuídos nas escolas públicas. Diante de apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, ele afirmou que o material entregue a partir de 2021 será feito integralmente por seu governo. O presidente também disse que os materiais têm “muita coisa escrita”.

“Tem livros que vamos ser obrigados a distribuir esse ano ainda levando-se em conta a sua feitura em anos anteriores. Tem que seguir a lei. Em 2021, todos os livros serão nossos. Feitos por nós. Os pais vão vibrar. Vai estar lá a bandeira do Brasil na capa, vai ter lá o hino nacional. Os livros hoje em dia, como regra, é um amontoado. Muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo”, disse o presidente, em entrevista concedida na saída do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro também voltou a criticar o educador Paulo Freire, dizendo que o baixo resultado do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) tem relação com as ideias do intelectual. “Falando em suavizar, estou vendo um cabeça branca ali, estudei na cartilha Caminho Suave. Você não esquece. Não esse lixo que, como regra, está aí. Essa ideologia de Paulo Freire. O cara ficou 10 anos e a garotada de 15 anos foi fazer a prova do Pisa e mais da metade não sabe fazer uma regra de três simples. Não deu certo”, disse.

Para o presidente da República, os governos de esquerda “plantaram militantes”. “O que a esquerda plantou na educação? Plantou militância. Tanto é que o pessoal vota no PT e no PSOL. A molecada [vota no] PT e PSOL. Chegou ao cúmulo de acabar com uma escola como o Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro. Acabaram com o Pedro II. Menino de saia, MST lá dentro. E outras coisas mais que não quero falar aqui”, afirmou.

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Bolsonaro se referia à decisão do colégio, de 2016, que autorizou os alunos a usarem saia ou bermuda, independente do gênero, seguindo uma resolução do próprio Ministério da Educação.

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