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Bolsonaro confirma Onyx na Cidadania e general Braga Netto na Casa Civil

Osmar Terra, que é o titular da Cidadania, volta para a Câmara dos Deputados

Por Da Redação - Atualizado em 13 fev 2020, 19h16 - Publicado em 13 fev 2020, 16h52

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, por meio de sua conta no Twitter, nesta quinta-feira, 13, três mudanças no seu ministério: o general Walter Braga Netto, que foi o comandante da intervenção no Rio de Janeiro durante o governo Michel Temer, será o novo ministro da Casa Civil no lugar de Onyx Lorenzoni, que vai para o Ministério da Cidadania – Osmar Terra, que era titular desta pasta volta à Câmara dos Deputados.

Bolsonaro fez o anúncio por meio da sua conta no Twitter. A posse dos cargos deve ser feita na próxima terça-feira, dia 18, no Palácio do Planalto. Com a nomeação, Braga Netto se torna o quarto general a comandar um ministério. Além dele, há os generais Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (GSI) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa).

Mineiro nascido em Belo Horizonte, Braga Netto ocupava o posto de chefe do Estado-Maior do Exército e já havia foi líder do Comando Militar do Leste, além de interventor de segurança pública no Rio de Janeiro. Ele tem 62 anos e 44 de Exército.

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A manutenção de Onyx na Casa Civil ficou insustentável desde o início do ano, quando a sua pasta foi esvaziada – ele perdeu o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que prevê uma série de obras e privatizações, transferido para o guarda-chuva do Ministério da Economia.

A gestão de Onyx também vinha recebendo críticas pesadas de colegas de outras pastas, principalmente do general Ramos e de Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-­Geral da Presidência, e também de Paulo Guedes, da Economia, e Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura.

Onyx e Ramos andaram se estranhando diretamente. O chefe da Casa Civil, ao perder o controle da articulação política, não forneceu ao colega o mapa das indicações feitas por parlamentares para cargos da administração pública. O general reclamou de que o governo ficou, durante um bom tempo, sem uma arma importante para monitorar o apoio nas votações no Congresso. Nessa lista de cargos, soube-se depois, havia muitas indicações do próprio Onyx e de parlamentares que estavam votando contra os projetos do governo. Além disso, alguns deputados e senadores começaram a aparecer no Planalto para cobrar o cumprimento de compromissos.

Agora no ministério da Cidadania, ele terá o desafio de comandar o programa de transferência de renda Bolsa Família, cuja fila de espera passou de zero a 494.000 famílias durante o primeiro ano do governo Bolsonaro.

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Osmar Terra havia sido indicado ao posto pelo próprio Onyx – os dois são naturais do Rio Grande do Sul. Assim como o colega, ele também teve a pasta esvaziada, quando a Secretaria de Cultura passou para o Ministério do Turismo, em novembro de 2019. Terra recusou uma embaixada oferecida pelo governo e agora deve reassumir a sua cadeira na Câmara dos Deputados, para a qual foi eleito pela sexta vez.

 

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