Clique e assine a partir de 9,90/mês

Bolsonaro confirma Mendonça na Justiça e Ramagem no comando da PF

'Meu compromisso é continuar desenvolvendo o trabalho técnico que tem pautado minha vida', escreveu o ex-AGU

Por Da Redação - Atualizado em 28 Apr 2020, 10h36 - Publicado em 28 Apr 2020, 05h14

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta terça-feira, 28, o advogado André Mendonça para o Ministério da Justiça e Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. As indicações foram publicadas na edição desta terça-feira, 28, do Diário Oficial da União (DOU).

ASSINE VEJA

Coronavírus: uma nova esperança A aposta no antiviral que já traz ótimos resultados contra a Covid-19, a pandemia eleitoral em Brasília e os fiéis de Bolsonaro. Leia nesta edição.
Clique e Assine

As vagas na pasta e no comando da PF estavam abertas desde a última sexta-feira, quando Bolsonaro decidiu exonerar Maurício Valeixo da corporação e Sergio Moro deixou o governo após a decisão, ao alegar que o presidente tenta interferir politicamente na PF, o que Bolsonaro nega. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite de segunda-feira 27 a abertura de um inquérito para investigar as acusações do ex-juiz.

Antes de ser nomeado ministro da Justiça, Mendonça estava à frente da Advogacia Geral da União (AGU) e Ramagem, amigo dos filhos do presidente, era diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ele comandou a segurança do então candidato Bolsonaro durante a campanha de 2018.

Horas depois da efetivação, Mendonça agradeceu ao presidente em uma mensagem nas redes sociais. “Meu compromisso é continuar desenvolvendo o trabalho técnico que tem pautado minha vida.”

Continua após a publicidade

Para o lugar de Mendonça na AGU, Bolsonaro nomeou José Levi Mello do Amaral Júnior.

Como mostrou a coluna Radar, a ida de Mendonça para a pasta deve resultar em uma cisão do Ministério da Justiça e Ministério da Segurança Pública, desejo de Bolsonaro desde janeiro último. O assunto foi motivo de desconforto entre Moro e o presidente, inclusive.

Publicidade