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Bolsonaro chama Greta Thunberg de ‘pirralha’ por fala sobre índios mortos

Ao ser questionado sobre assassinatos de dois indígenas guajajaras no Maranhão, presidente criticou espaço dado pela imprensa à ativista sueca de 16 anos

Por Giovanna Romano - Atualizado em 10 dez 2019, 13h01 - Publicado em 10 dez 2019, 12h28

O presidente Jair Bolsonaro criticou o espaço dado pela imprensa à ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos,  que criticou o assassinato de dois índios guajajaras no Maranhão no sábado 7, e a chamou de “pirralha”. “A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha”, afirmou a jornalistas na saída no Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira, 10.

Greta afirmou, no domingo 8 que os povos indígenas estão sendo assassinados por tentar proteger as florestas. “É vergonhoso que o mundo permaneça calado sobre isso”, escreveu a ambientalista, compartilhando uma notícia sobre as mortes dos índios.

Bolsonaro foi questionado por jornalistas se estava preocupado com os assassinatos dos indígenas. Ao responder, ele pediu ajuda para lembrar o nome da jovem ativista, para citar a declaração feita por ela sobre as mortes. Em seguida, o presidente respondeu que “qualquer morte preocupa” e que seu governo deseja “cumprir a lei”.

 

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Logo após a declaração de Bolsonaro, Greta alterou sua conta no Twitter em uma possível provocação ao presidente (veja abaixo).

 

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A ativista sueca Greta Thunberg: ‘pirralha’ em sua bio no Twitter Twitter/Reprodução

Os indígenas da etnia Guajajara foram assassinados no município de Jenipapo dos Vieiras, que fica a 506 km ao sul de São Luís, no Maranhão. O local fica próximo à rodovia BR-226, entre as aldeias Boa Vista e El Betel. Firmino Guajajara e Raimundo Belnício Guajajara foram mortos por tiros disparados de um carro, segundo testemunhas.

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