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Bolsonaristas reforçam artilharia e ficam com comissão de direitos humanos da Alerj

Comissão era ocupada pelo PSOL e tinha atuação marcada pelo apoio a vítimas de agentes do estado

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jun 2026, 18h26 | Atualizado em 26 jun 2026, 18h44
Bolsonaristas reforçam artilharia e ficam com comissão de direitos humanos da Alerj Priorize VEJA no Google

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), tradicionalmente, era liderada por nomes da esquerda. Numa ofensiva bolsonarista na Casa contra o PSOL, deputados do PL conseguiram tirar a presidência de Dani Monteiro e eleger para o lugar Alexandre Knoploch, um dos mais estridentes do seu campo.

A comissão tem uma atuação marcada pelo atendimento a vítimas de violência por agentes do estado. Knoploch, do PL, já avisou que fará uma mudança de rota, começando por uma revisão de casos passados analisados pelo colegiado. “Se os documentos tratados na comissão anteriormente tiverem cunho tendencioso ou ideológico, serão arquivados. Mas todos serão recebidos ali. A diferença é que todos os policiais serão inocentes até o trânsito em julgado, jamais o contrário”, afirmou ele, adiantando que quer vistoriar presídios onde há policiais encarcerados “para saber como estão sendo tratados”.

Com a chegada de Douglas Ruas (PL) – pré-candidato a governador – ao comando da Alerj, o grupo tenta controlar todas as comissões permanentes. E a artilharia pesada se voltou contra o PSOL, onde estão os deputados que mais protagonizam embates com os bolsonaristas. A legenda de esquerda perdeu também a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que estava com Renata Souza. Agora, Sarah Poncio (SDD), alinhada ao campo dominante da direita, é quem conduz os trabalhos.

Um dos fatores que elevou a temperatura foi o pedido de abertura de CPI para investigar os investimentos do estado no Banco Master. Flávio Serafini (PSOL) foi quem conseguiu as assinaturas necessárias. Mas, como Ruas não instalou a comissão, após duas semanas ele levou o caso à Justiça, desagradando o presidente. Além disso, críticas de Renata Souza direcionadas a uma possível pretensão de Rodrigo Amorim (PL) para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) irritaram o parlamentar, que ganhou mais poder na Alerj após a eleição de Ruas.

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Amorim e Knoploch formam uma dupla contra o PSOL. Do lado de fora da Alerj, o agora presidente da Comissão de Direitos Humanos tem se dedicado a caçar os infiéis do PL na pré-campanha contra Eduardo Paes (PSD).

Deputados da oposição avaliam que Ruas tenta imprimir uma marca mais alinhada ao bolsonarismo de olho no Palácio Guanabara. A VEJA, parlamentares contam que ele busca visibilidade dando espaço na Casa a pautas com apelo junto ao eleitorado mais conservador. Fontes fazem o contraponto com o ex-presidente Rodrigo Bacellar (União), que foi cassado e está preso: ele era visto como alguém que respeitava a proporcionalidade no Legislativo.

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Já aliados de Ruas rebatem, afirmando que a redistribuição das comissões faz parte das prerrogativas da presidência da Assembleia e busca refletir a atual composição política da Casa.

 

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