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Black bloc de São Paulo promete radicalizar na Copa

"A gente vai dar susto em gringo", ameaça estudante da Zona Leste

Por Da Redação 16 fev 2014, 11h50

Mesmo após a morte do cinegrafista Santiago Andrade em protesto no Rio de Janeiro, black blocs de São Paulo prometem radicalizar durante a Copa do Mundo e não descartam nem mesmo ataques contra delegações estrangeiras.”Se não formos ouvidos, a gente vai dar susto em gringo. Não queremos machucar, mas se for preciso �jogar (coquetel) molotov em ônibus de delegação ou em hotel em que as seleções vão ficar, a gente vai fazer”, disse ao jornal Estado de S. Paulo o estudante Pedro (nome fictício).

O objetivo dos vândalos, segundo Pedro, é fazer com que estrangeiros desistam da Copa. “Se uma seleção sentir que há risco de vida, eles vão querer continuar aqui?”, afirmou o jovem, morador de Itaquera, na zona leste. Pedro disse ainda que os black blocs de São Paulo estão fazendo treinamento físico para os protestos contra a Copa, incluindo a prática de artes marciais. “Todo mundo deve se preparar porque a Polícia Militar vai vir em peso.”

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As ações dos black blocs, segundo Pedro, são organizadas por pequenos grupos – há até dez deles em São Paulo – de até 30 pessoas. “A gente evita falar pelo Facebook. Essas estratégias combinamos pessoalmente ou pelo Whatsapp. Para te dar essa entrevista, eu tive de consultar os outros adeptos”, contou. Para as manifestações contra a Copa, Pedro acredita que o número de participantes será maior do que os quase 300 que os protestos têm reunido atualmente.

O próximo grande ato contra a Copa está programado para o dia 22, sábado, em várias cidades do país. Mais de 10 mil pessoas confirmaram presença na página da manifestação da capital paulista no Facebook.

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PSOL – Após a revelação de que vereadores do PSOL doaram dinheiro para os black blocs, o partido adiou em uma semana o lançamento da candidatura do senador Randolfe Rodrigues (AP) para presidente da República e da ex-deputada Luciana Genro (RS) a vice e transferiu a cerimônia do Rio de Janeiro para São Paulo. O presidente nacional do partido, Luiz Araújo, nega que a mudança tenha ocorrido para evitar exposição do PSOL na cidade onde ocorreu a morte de Santiago Andrade.

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(com Estadão Conteúdo)

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