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Bivar é uma pessoa ‘fria, dissimulada e covarde’, diz aliada de Bolsonaro

Alê Silva (PSL-MG) diz que não ficará surpresa caso se confirme o envolvimento do dirigente partidário em um assassinato na década de 1980

Uma das principais vozes contra o presidente do PSL, Luciano Bivar, a deputada Alê Silva (PSL-MG) afirmou que não ficará surpresa caso se confirme o envolvimento do dirigente partidário em um assassinato na década de 1980.

“Se acaso se confirmar a autoria do crime por parte do Bivar, isso não me surpreenderia. Tal conduta é condizente com a sua personalidade. Desde que eu o conheci, ele me demonstrou ser uma pessoa fria, dissimulada e covarde”, disse a parlamentar.

Alê Silva adiciona que Bivar é “sedento por poder e acredita piamente na sua impunidade”. “Pessoa assim é capaz de tudo para se livrar dos problemas que aparecerem pelo meio do caminho”, afirmou.

A congressista já se tornou famosa por suas declarações contrárias a membros da legenda. Em abril, ela relatou ter sido ameaçada de morte pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, após ter denunciado um esquema de candidaturas-laranja no PSL de Minas Gerais. O ministro foi indiciado pela Polícia Federal no mês passado. Também em outubro, Alê Silva chorou na Câmara e disse que seu partido “só quer dinheiro”.

A edição de VEJA que chega às bancas nesta sexta-feira mostra que a morte de uma massagista virou arma em meio à guerra pelo controle do PSL. À época, Bivar foi suspeito de ser o responsável pela morte da mulher, que estava grávida de oito meses. Duas pessoas próximas ao presidente da República investigam o passado do cacique.