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Barusco pede perdão judicial ao juiz Sergio Moro

Delator alega que seus depoimentos incriminaram operadores e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto

O ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco encaminhou ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos na Operação Lava Jato na primeira instância, seu primeiro pedido de perdão judicial. Delator no escândalo do petrolão, Barusco alega que seus depoimentos foram cruciais para que o Ministério Público pudesse apresentar denúncias contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, contra operadores do esquema criminoso na Petrobras e contra empreiteiras que fraudaram contratos com a estatal.

“De dentro da Petrobras, a colaboração de Pedro Barusco constituiu peça chave para desvendar as engrenagens do mecanismo criminoso que se instalou na estatal. Foi ele, Barusco, quem desvendou os intrincados meandros pelos quais a propina perpassava, destrinchando, com riqueza de detalhes, os labirintos financeiros dos dutos de dinheiro que, ao final e ao cabo, acabavam chegando em agentes políticos, os destinatários finais do esquema. Sem reservas mentais, sem freios, Pedro Barusco eviscerou as relações intestinas e promíscuas do aparato de poder que se instalou nas Petrobras”, diz a defesa do ex-gerente.

Coube a Barusco, por exemplo, afirmar aos investigadores que Vaccari recebeu, em nome do PT, até 200 milhões de dólares em propina do petrolão, e detalhar contas secretas no exterior por onde supostamente transitavam dinheiro de propina movimentado pela construtora Andrade Gutierrez. Segundo o Ministério Público, a Andrade Gutierrez movimentou 243 milhões de reais em desvios entre 2007 e 2010 em 106 atos de corrupção ativa, 61 de corrupção passiva e 62 lavagens de dinheiro.

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