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Ato contra reajuste das tarifas tem depredação e confusão com PM

Black blocks depredam estação Pinheiros, tentam fechar via e polícia reage com bombas e prende três; MPL marca nova manifestação para o dia 23, no centro

Por Da Redação Atualizado em 18 jan 2018, 13h14 - Publicado em 17 jan 2018, 21h05

A manifestação contra o reajuste das passagens de ônibus, trem e metrô em São Paulo liderada pelo Movimento Passe Livre (MPL), foi marcada por depredação e muita tensão e enfrentamento com a Polícia Militar, que chegou a usar bombas de efeito moral já no final do protesto, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

Um grupo de black blocs (mascarados que usam violência) tentou pular as catracas na estação Pinheiros do metrô. Os seguranças reagiram, e os manifestantes começaram a quebrar as vitrines. A confusão deixou a estação temporariamente fechada por volta das 21h. O terminal de ônibus, anexo à estação, também foi depredado e teve de ser fechado – só reabriu cerca de uma hora e meia após o fim do protesto.

Depois, o grupo se espalhou pelas ruas de Pinheiros e começou a espalhar lixo. Na rua Paes Leme, que liga a estação ao Largo da Batata, onde terminou o protesto, eles tentaram bloquear a via com objetos queimados, e a PM interveio, com bombas de gás e de efeito moral. O grupo ainda tentou depredar um ônibus, mas o motorista manobrou rápido e conseguiu evitar o ataque. Ao menos uma agência bancária foi depredada. Três pessoas foram presas e levadas ao 14º Distrito Policial (Pinheiros).

Doria

Antes, a PM e a Guarda Civil Municipal (GCM) chegaram a bloquear com dois blindados duas quadras da Rua Itália, nos Jardins, onde mora o prefeito João Doria (PSDB), para impedir a aproximação dos manifestantes contra o reajuste, que está em vigor desde o dia 7 e foi autorizado tanto pelo prefeito quanto pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Vidros da estação Pinheiros do metrô quebrados após protesto contra aumento da tarifa, em São paulo João Pedroso/VEJA.com

Após negociação do MPL com a PM, houve alteração na rota do protesto, para as avenidas Faria Lima e Cidade Jardim. Os policiais pediram que os manifestantes ocupassem apenas o canteiro central da Faria Lima, para que ela não ficasse interditada durante um horário de trânsito intenso. Depois de duas horas de negociação, o MPL decidiu seguir pela avenida em direção ao Largo da Batata, mas decidiram ocupar todas as faixas da Faria Lima.

Vidros de um ponto de ônibus quebrados durante a manifestação João Pedroso/VEJA.com

A polícia e o movimento não divulgaram quantas pessoas participam do ato, que teve menos manifestantes do que na semana passada – quando a PM informou haver  mil pessoas e o MPL, 8 mil. Este foi o segundo protesto contra o reajuste de R$ 3,80 para R$ 4 no transporte coletivo. O primeiro, na quinta-feira, 11, acabou em tumulto no centro. A PM usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tentavam invadir a estação Brás da CPTM para pular a catraca.

Nesta quarta-feira, após o término da manifestação, o MPL anunciou o próximo protesto para a terça-feira, 23, no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, na região central da cidade.

(Com Estadão Conteúdo)

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