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Às vésperas da campanha, Dilma comanda megacerimônia do Minha Casa, Minha Vida

Anúncio dessa quinta seria corriqueiro, mas a presidente quer aproveitar os holofotes: a partir de domingo, não poderá mais participar de inaugurações

A presidente Dilma Rousseff aproveita o quanto pode os últimos dias antes de ser impedida pela lei eleitoral de entregar obras ou equipamentos públicos. A partir do dia 5, quando começa oficialmente a campanha, todos os candidatos ocupantes de cargos públicos ficam impedidos de participar desse tipo de evento. Nesta quinta-feira, Dilma comandou uma megacerimônia de quase duas horas para entrega de 5.460 moradias do Minha Casa, Minha Vida – uma de suas principais apostas eleitorais – em onze municípios. O evento contou com a participação, por videoconferência, de autoridades espalhadas por diferentes pontos do país. Dez ministros de Estado e nove prefeitos foram escalados para as inaugurações.

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Dilma fez ela mesma a entrega de casas a famílias no Paranoá, cidade-satélite de Brasília. De lá, tal qual uma apresentadora de TV, chamava cada um dos prefeitos pelo país. Exibidos em um telão, faziam um discurso agradecendo ao governo federal e entregavam, simbolicamente, a chave da casa própria a um participante do programa habitacional.

Alguns ministros também viajaram para participar in loco das inaugurações – até mesmo aqueles cujas pastas nada têm a ver com o programa. É o caso do ministro de Portos, César Borges (demitido por Dilma dos Transportes a mando do PR), e da ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci. “Eu vejo no olhar de cada um a palavrinha mágica: muito obrigado, presidente. Obrigado, porque a senhora nos proporciona o sonho da casa própria”, disse César Borges.

Os novos empreendimentos estão situados nas cidades de Curitiba (PR), Joinville (SC), São Vicente (SP), Santo André (SP), Duque de Caxias (RJ), Belford Roxo (RJ), Betim (MG), Governador Valadares (MG) Juazeiro do Norte (CE), Jequié (BA) e no Distrito Federal. Inaugurações do tipo são frequentes. Mas o governo optou pela entrega simultânea para dar peso à agenda de Dilma.

Apesar de o Minha Casa, Minha Vida 2 estar longe de ser concluído (é preciso contratar a construção de 350.000 moradias para atingir a meta divulgada), a presidente já anunciou aquilo que deve ser a terceira edição do programa. Ela prometeu construir mais três milhões de moradias. “Este é o melhor programa habitacional que o Brasil já teve”, disse ela.