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As razões que motivaram a condenação de secretário de Belford Roxo a 100 anos de prisão

Carlos Eduardo Pereira da Silva foi condenado pelos crimes de fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jun 2026, 12h53 | Atualizado em 28 jun 2026, 12h59
As razões que motivaram a condenação de secretário de Belford Roxo a 100 anos de prisão Priorizar nos meus resultados Google

Conhecido como Dudu Magalhães, o secretário de Governo de Belford Roxo, Carlos Eduardo Pereira da Silva foi condenado a 100 anos de prisão pelos crimes de fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outras sete pessoas foram condenadas no mesmo processo.

A pena expressiva foi sustentada por ele estar diretamente envolvido em 26 processos de licitação considerados fraudulentos pela Justiça.

Segundo a sentença, o esquema envolvia contratos de diferentes áreas, como serviços médicos, comunicação, organização de eventos e aquisição de equipamentos para atendimento à população.

De acordo com as investigações, Dudu Magalhães era o principal responsável pela articulação empresarial do esquema, coordenando empresas que disputavam as licitações.

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A decisão aponta um crescimento patrimonial do secretário superior a 400% em um período de três anos, considerado incompatível com a renda declarada pelo secretário. Neste período, ele adquiriu diversos imóveis de alto padrão, entre eles, um apartamento de 1,35 milhão de reais na Barra da Tijuca.

Dudu Magalhães foi nomeado secretário de Governo de Belford Roxo pelo então prefeito Márcio Canella em janeiro do ano passado, quando já era alvo da investigação.

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Em nota, o prefeito disse não ter relação com os fatos narrados na decisão judicial e afirmou estar à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

Os advogados de Dudu Magalhães alegaram que os fatos ainda estão sob apuração e que não há condenação criminal definitiva, ressaltando que permanece garantida a presunção de inocência.

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Eles acrescentaram que o secretário sempre colaborou com as autoridades e que confia que a apuração demonstrará a inexistência de qualquer prática ilícita.

Além disso, a defesa explica que o pedido de exoneração do cargo foi apresentado exclusivamente para preservar a regularidade da administração pública e evitar que questões pessoais interferissem na gestão, sem representar reconhecimento de culpa.

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