As ligações suspeitas do possível candidato de Flávio Bolsonaro ao governo de Minas
Marcelo Aro tenta candidatura em meio ao impasse de Cleitinho, mas caso Master pode ser obstáculo
O impasse sobre a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais abriu espaço para um outro possível candidato. O ex-deputado federal Marcelo Aro (PP) articula para concorrer ao Palácio Tiradentes com o apoio do Republicanos e de Flávio Bolsonaro. Ex-secretário de Governo na gestão de Romeu Zema, Aro manteve tratativas com o Republicanos-MG enquanto o partido esperava a definição de Cleitinho, conforme admitiu o presidente estadual da sigla ao programa Ponto de Vista, de VEJA. Uma reunião da legenda nesta segunda-feira 3 deve bater o martelo sobre a questão.
O obstáculo do caso Master
Além de vencer a “concorrência” de Cleitinho, Marcelo Aro também terá de lidar com questionamentos sobre suas relações caso dispute o governo de Minas Gerais. O ex-secretário é aliado político de Rubens Soalheiro, diretor comercial da Cemig Sim, o braço de energia renovável da estatal mineira. A companhia entrou na mira das investigações da Polícia Federal sobre o caso do Banco Master por supostos contratos de concessão fechados com empresas ligadas ao ex-banqueiro. A proximidade com Soalheiro pode ser um obstáculo para Aro em sua campanha.
Em post no X, o deputado federal do PT por Minas, Rogério Correia, mencionou as investigações sobre a Cemig Sim no caso Master e postou uma foto que mostra Soalheiro com uma camisa da “Família Aro”. “Na imagem, Rubens aparece vestindo a camisa da Família Aro. Fica a dúvida: é Família Aro… ou Família VorcARO?”, escreveu o petista, antecipando a artilharia que Aro deve enfrentar em uma eventual disputa.
🚨 Este é RUBENS SOALHEIRO, diretor comercial da Cemig SIM, o cobiçado braço da Cemig que agora aparece nas investigações da PF sobre os negócios sujos de Daniel Vorcaro.
Antes de chegar à Cemig SIM, Rubens foi secretário-adjunto de Esportes e Lazer da Prefeitura de BH. Dizem… pic.twitter.com/zvyO2PNHCL
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) July 27, 2026
Outra possível dor de cabeça para Aro em uma corrida ao governo são três boletins de ocorrência envolvendo confusões no seu passado. Os documentos foram citados pelo site Repórter Brasil e mencionam uma acusação de agressão de uma ex-namorada e duas discussões do político durante abordagens policiais. O boletim sobre a agressão data de 2007, quando Aro tinha 20 anos e sua ex, 17. O ex-deputado afirmou ao site que os três registros “não resultaram em nenhum processo, indiciamento, condenação ou qualquer punição”. Ele frisou ainda que um boletim de ocorrência “não confere ao relato caráter de verdade apurada nem de culpa estabelecida”.







