As justificativas de Gilmar para pedir vista na sessão sobre o afastamento de Andrei
Ministro do STF cita três razões para interromper julgamento
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), justificou há pouco as razões que o levaram a pedir vista e interromper o julgamento, no plenário virtual da Segunda Turma, sobre a decisão do colega André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, do comando da corporação.
Em um despacho formal no processo, o decano cita três razões para o movimento. Em primeiro lugar, a falta de tempo para analisar o processo, especialmente diante do impacto da medida. Em segundo lugar, dúvidas sobre a instância competente para analisar o caso, a Segunda Turma ou o plenário, e sobre a legitimidade do partido Novo para pedir o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. E, por fim, o decano cita o argumento mais contundente, em um recado direto a André Mendonça: o “dever de neutralidade do Estado em relação aos partidos políticos e candidatos” e a “inconstitucionalidade de decisões jurisdicionais tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral”.





