As divergências entre Datafolha e Nexus sobre a batalha Lula x Flávio no Sudeste
Principal colégio eleitoral do país, a região reúne 42% do eleitorado nacional e será palco decisivo para o desfecho do duelo presidencial
A batalha entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Região Sudeste, a principal concentração eleitoral do país (42% dos votantes brasileiros), será decisiva para definir o vencedor da corrida ao Palácio do Planalto.
Dois institutos de pesquisa importantes divulgaram seus levantamentos detalhados nos últimos dias sobre a eleição presidencial, e eles têm pequenas divergências sobre como está o duelo entre os dois na região.
No primeiro turno, a Nexus/BTG aponta Lula numericamente na frente (40% a 39%) no Sudeste, enquanto o Datafolha diz que o placar está em 37% a 35% para o candidato do PL.
PRIMEIRO TURNO
DATAFOLHA
Lula (PT): 35%
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
NEXUS
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 39%
Nos dois casos, o cenário é de empate dentro das margens de erro, que são as mesmas nos dois institutos para o recorte pela região: três pontos percentuais para mais ou para menos.
Nos duelos por estado, segundo o Datafolha, Flávio lidera em São Paulo (49% a 41%) e Rio de Janeiro (51% a 42%) – nos dois casos, fora da margem de erro – e aparece numericamente à frente em Minas Gerais (46% a 44%), mas em cenário que caracteriza empate técnico.
SEGUNDO TURNO
Já em um eventual confronto direto entre ambos no segundo turno, a Nexus aponta empate numérico entre Lula e Flávio na Região Sudeste, com 45% para cada candidato. Enquanto isso, o Datafolha dá Flávio numericamente à frente (48% a 42%), em vantagem quase fora da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
DATAFOLHA
Lula (PT): 42%
Flávio Bolsonaro (PL): 48%
NEXUS/BTG
Lula (PT): 45%
Flávio Bolsonaro (PL): 45%
Nos duelos por estado, segundo o Datafolha, Flávio lidera em São Paulo (49% a 41%) e Rio de Janeiro (51% a 42%) – nos dois casos, fora da margem de erro – e aparece numericamente à frente em Minas Gerais (46% a 44%), mas em cenário que caracteriza empate técnico. A Nexus não tem esse recorte por estado.
O que pode explicar a diferença
Parte das divergências pode ser explicada, segundo os institutos, pelas margens de erro (maiores que no eleitorado geral) e por critérios próprios de cada instituto, como amostragem, peso dado a cada região ou segmento eleitoral e formato de coleta das entrevistas – a Nexus faz as perguntas por telefone, enquanto o Datafolha usa o modelo presencial.
Outro fator importante que pode ter pesado nas diferenças é o período em que os eleitores foram ouvidos, embora os recortes temporais nem sejam tão distantes assim: o Datafolha fez as pesquisas entre 22 e 23 de setembro, enquanto a Nexus ouviu os eleitores de 25 a 27 de setembro.







