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As cenas que você não viu no debate da TV Globo

Nos bastidores do encontro na TV Globo, troca de figurinhas, afagos e polarização atípica, que virou briga, entre primeiro e último colocado nas pesquisas

Por Maiá Menezes
30 set 2022, 16h26

Um Ciro Gomes (PDT) bem humorado, a troca de gentilezas entre os que aparentam não ter chance de chegar a um eventual segundo turno, o bate boca silenciado entre o Padre Kelmon (PTB)) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Isolada em uma sala com capacidade para cerca de 300 pessoas (e cheia)  a imprensa do mundo inteiro assistiu pela TV a performance dos seus candidatos, enquanto as estratégias eram milimetricamente definidas nos intervalos. No todos contra Lula, o clímax foi a discussão sem freios entre o ex-presidente  e Kelmon, com quem Bolsonaro conversava e batia bola nos intervalos.

O pedetista, normalmente bélico, deixou o debate rindo e chegou a elogiar a colega do União Brasil, Soraya Thronicke. O clima, que a partir do segundo bloco, foi definido pela performance de Kelmon, Soraya, Simone Tebet (MDB) e Felipe D´Avila (Novo). Lula e Bolsonaro optaram por se ausentar da entrevista coletiva prevista para o final do encontro, por volta das 2h da manhã desta sexta (30). Soraya reconheceu, diante da pergunta de uma repórter francesa, que o nível do embate foi baixo, visto que o tom dos confrontos dominou os blocos muitas vezes “lembrava programas de humor” Chegou a pedir desculpas.

Foi elogiada por Ciro Gomes, que aprovou a alcunha “padre de festa junina”, usada pela candidata do União para definir Kelmon. Todos, menos o presidente,  se irritaram com o candidato do PTB, um concorrente incidental, visto que o nome do partido, Roberto Jefferson, foi indeferido pela Justiça Eleitoral. Ele está em prisão domiciliar.  O nanico se tornou estrela, enquanto um Bolsonaro, de óculos, demonstrava tranquilidade a partir do segundo bloco.

Diante da reação do ex-presidente na manhã desta sexta, e na avaliação de aliados seus, o embate da TV Globo pode ter sido decisivo para levar o pleito para o segundo turno. Treinado para debater com o adversário principal, Lula se enervou e fugiu às regras do confronto, ao devolver as provocações do candidato do PTB, que sequer pontua nas pesquisas. Bolsonaro ganhou a chance de, sem entrar no tema, ver o primeiro colocado nas pesquisas ser confrontado sobre a posiçao em relação ao aborto, à liberdade religiosa e à corrupção. Jogou parado.

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