Após vitória judicial sobre candidatura, Aldo Rebelo avalia aliança ao Planalto
Pré-candidato do DC pode apoiar outro presidenciável, mas deixa claro que não há chance de composição com o PT
Depois de ser reintegrado ao Democracia Cristã (DC) por meio de uma ordem da Justiça Comum (primeiro grau), Aldo Rebelo ainda mantém agenda como pré-candidato ao Planalto. Em meados de maio, o presidente do DC, João Caldas, o havia expulsado para tentar emplacar o nome do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, na corrida presidencial.
Mesmo com a desistência de Barbosa em disputar o pleito, decisão que veio a público nesta segunda-feira (20), a cúpula do partido continua resistente ao nome de Rebelo. Ciente das resistências da Executiva Nacional, o experiente político, que presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007, já pensa em alternativas caso a escolha dos correligionários inviabilize seus planos.
Entre as possibilidades está a abertura de diálogo com outras candidaturas. Apesar de não citar nominalmente com quais oponentes construiria uma aliança, Aldo Rebelo rejeita expressamente qualquer chance de composição com o Partido dos Trabalhadores (PT), sigla da qual se afastou após ter comandado quatro ministérios ao longo dos governos de Lula e Dilma Rousseff.
Até o dia 5 de agosto, data que marca o limite máximo do calendário eleitoral para as definições de chapa, candidato ou não, ele deverá manter os compromissos de pré-campanha. O objetivo é tentar pontuar nas pesquisas de intenção de voto, onde vem registrando desempenho tímido, que varia entre 1% e 2% — patamar similar ao que marcava Joaquim Barbosa antes de o magistrado aposentado desistir, pela terceira vez, de concorrer.







