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Após pressão, secretário de Bolsonaro nomeia amigo no governo do Rio

Marcelo Magalhães, que comanda a pasta Especial do Esporte, do Ministério da Cidadania, emplacou ex-diretor de Furnas na gestão de Cláudio Castro

Por Cássio Bruno 14 jun 2021, 10h07

Marcelo Reis Magalhães, secretário Especial do Esporte, vinculado ao Ministério da Cidadania, conseguiu o que queria. Depois de fazer forte pressão sobre o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), Magalhães, enfim, emplacou um aliado no Palácio Guanabara: Leandro Coelho Rosa, ex-diretor de Comunicação de Furnas. Na semana passada, VEJA revelou as articulações do secretário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Magalhães é padrinho de casamento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho mais velho do clã presidencial.

Castro cedeu aos pedidos de Magalhães porque é pré-candidato à reeleição e quer o apoio dos Bolsonaro. A nomeação de Leandro Rosa foi publicada nesta segunda-feira, 14, no Diário Oficial. O ex-diretor de Furnas será assessor na Secretaria estadual de Governo, pasta comandada pelo deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (Solidariedade), relator do processo de impeachment do ex-governador Wilson Witzel (PSC).

De olho nas eleições de 2022, Castro tem evitado substituir nomes que foram submetidos e tiveram o aval da família Bolsonaro. Ele, por exemplo, não mexeu na área da Segurança Pública, que conta com os secretários de Polícia Civil, Alan Turnovsky, e da Polícia Militar, coronel Rogério Figueiredo, mesmo após realizar um troca-troca de secretários e nos cargos de segundo e terceiro escalões para atrair partidos a sua base aliada.

Inicialmente, sem sucesso, Marcelo Magalhães negociou abrigo para Leandro Rosa, um amigo de longa data, como subsecretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, secretaria chefiada por Leandro Alves, indicado por Flávio Bolsonaro à função.

Em 2018, o Tribunal de Contas da União (TCU) multou, em valores entre 3 mil e 5 mil reais, quatro funcionários que atuavam na área de comunicação de Furnas, em 2016, por suspeita de irregularidades na gestão de publicidade. Entre eles, estava Leandro Rosa. Porém, ele recorreu, foi inocentado e não precisou desembolsar o valor. O ex-diretor tem um processo contra a estatal no Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ). Rosa atuou por 23 anos em Furnas e deixou a empresa em agosto de 2019.

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