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Após polêmica sobre o aborto, CNBB pede a Dilma que ‘cumpra suas promessas’

Por Da Redação 1 nov 2010, 12h47

Após um segundo turno marcado pelo debate em torno da descriminalização do aborto, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta segunda-feira uma nota oficial em que pede à presidente eleita, Dilma Rousseff, que “cumpra as promessas apresentadas durante a campanha eleitoral”. A entidade segue o texto com uma mensagem apaziguadora. “Passadas as eleições, o compromisso de todos é unir os esforços na construção de um Brasil com paz, justiça social e vida plena para todos. Pesa sobre os ombros de cada um dos eleitos a responsabilidade de corresponder plenamente às expectativas e à confiança, não só de seus eleitores, mas de toda a nação brasileira.”

A CNBB ainda parabenizou os candidatos eleitos para todos os cargos políticos do país, desejando-lhes sucesso “na tarefa de representar e defender o povo que os escolheu para esta missão”. Na nota oficial sobre o resultado das urnas, há ainda um alerta aos eleitores. “Saudamos o povo brasileiro, que protagonizou o espetáculo da cidadania e da democracia ao participar ativamente das eleições em seus dois turnos. Cabe, agora, a todos nós, brasileiros e brasileiras, a irrenunciável tarefa de acompanhar os eleitos no exercício de seu mandato, a fim de que não se percam nos caminhos do poder de que foram revestidos.”

Polêmica – O tema do aborto ganhou força quando começaram a circular pela internet vídeos e entrevistas em que Dilma defende abertamente o aborto – posição que ela mudou pouco antes de se tornar candidata. A autoria de algumas dessas mensagens chegou a ser atribuída à CNBB, que negou ter qualquer envolvimento no assunto.

Em uma Carta Aberta ao Povo de Deus, divulgada no primeiro turno, Dilma diz que cabe ao Congresso Nacional discutir “aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes”, sem detalhar a posição pessoal em relação aos assuntos. Mais tarde, a petista escreveu: “Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto”.

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