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Após panes em trens, governo de SP fala em sabotagem

Equipamento de sinalização teve os fios arrancados e uma calça jeans foi presa ao sistema que liga os trens à rede aérea. Investigação policial ainda não vê indícios de crime

Por Da Redação 21 abr 2012, 09h03

Mais duas panes registradas ontem na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) fizeram o governo do Estado de São Paulo declarar que a empresa está sendo vítima de sabotagem. As panes foram nas Linhas 11-Coral e 12-Safira, na zona leste. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que, com os dois casos, há suspeita de crime em seis das 16 panes graves registradas na rede de trens desde dezembro.

Ontem, segundo o governo, a caixa do sistema de sinalização, que controla o tráfego dos trens perto da estação Itaquaquecetuba, da Linha 12-Safira, foi estourada antes do começo da operação e teve fios arrancados. Nada teria sido levado. Já na Linha 11-Coral, a CPTM diz que uma calça jeans azul foi enroscada no pantógrafo, peça que liga o trem à rede aérea, perto da Estação Guaianases.

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“Isso é indício claro de sabotagem, mas não pensem que estamos fugindo da responsabilidade. Tem coisas que são defeitos nossos e estamos corrigindo”, disse Fernandes. O secretário revelou que a suspeita começou em dezembro, após descarrilamento de um trem perto da estação Osasco, na Linha 8-Diamante. Segundo ele, o acidente foi provocado por uma pedra do tamanho exato para tirar a composição do trilho. “Não era nem muito grande nem muito pequena.”

A polícia, porém, diz que ainda não há evidência de sabotagem na sequência de falhas na CPTM. “Sempre quando se aproxima a época de eleições começam a surgir casos suspeitos. Mas não há nenhum indício mais veemente”, disse o delegado Valter de Oliveira Rosa, da Delegacia de Polícia do Metrô (Delpom).

Em 2010, o governo também levantou suspeita de sabotagem para uma pane que parou por mais de duas horas 18 estações da linha 3-Vermelha do metrô e chegou a dizer que uma blusa havia impedido o fechamento das portas. A perícia policial, no entanto, descartou vestígio de crime.

Fernandes não soube dizer quais grupos teriam interesse em prejudicar a CPTM, que transporta diariamente 2,7 milhões de pessoas. “Tudo o que eu disser agora é especulação e pode prejudicar as investigações.”

(Com Agência Estado)

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