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Após encontro, Guedes diz que ‘não há antagonismo entre os Poderes’

Jair Bolsonaro, Dias Toffoli, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia se reuniram na manhã desta terça-feira no Palácio da Alvorada

Por Da Redação Atualizado em 28 Maio 2019, 13h16 - Publicado em 28 Maio 2019, 10h37

Após reunião no Palácio da Alvorada com os presidentes dos Três Poderes no início da manhã desta terça-feira 28 o ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que as manifestações ocorridas no último domingo 26 possam ter deteriorado a relação entre Executivo, Judiciário e Legislativo. “Foi um café da manhã excelente. Não há nenhum antagonismo entre os Poderes”, afirmou ao retornar ao Ministério da Economia após o encontro.

Na reunião, estavam presentes o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno. Guedes também avaliou que as manifestações confirmaram a ideia de que a população defende mudanças como a reforma da Previdência. “Estamos confiantes que o Congresso vai aprovar a reforma”, afirmou.

Pacto

Lorenzoni afirmou que os presidentes dos três Poderes assinarão um pacto com um conjunto de metas e ações possivelmente na semana do dia 10 de junho. Sem dar detalhes sobre o documento, o ministro destacou que o Brasil vive uma crise de empregabilidade e de dificuldades econômicas, e que da reunião realizada pela manhã se consolida a ideia de formalizar um pacto “a favor da retomada do crescimento”.

Questionado se a reforma da Previdência estará prevista como uma das metas do pacto, o ministro respondeu ser “claro que reformar o sistema previdenciário brasileiro é uma exigência”. “Brasil está desequilibrado fiscalmente e tem um déficit fiscal de 50 bilhões de reais por ano, que tem origem na Previdência. Claro que isso fez parte da conversa, estão todos preocupados. Todos querem construir um caminho, como a gente diz, que possa passar o portal do equilíbrio fiscal e aí, ir para o caminho da prosperidade que é o que todos nós desejamos”, respondeu.

Segundo ele, o pacto será construído em comum acordo entre os poderes, sendo que o texto-base já foi apresentado nesta terça durante o encontro, “praticamente validado por todos”. Lorenzoni observou que o texto inicial é do presidente da Suprema Corte.

A reunião aconteceu dois dias após manifestações de apoio ao presidente e que tiveram como alvo o Congresso e o STF. Alertado de que as mobilizações causaram um mal-estar ainda maior nas relações com o Legislativo e o Judiciário, Bolsonaro decidiu se aproximar dos representantes dos demais poderes. 

A ideia de um “pacto pelo Brasil” partiu de Toffoli, ainda em fevereiro, mas nunca saiu do papel. Nos bastidores, integrantes do Congresso e do Judiciário avaliam com desconfiança o que chamam de “movimentos erráticos” de Bolsonaro. Mesmo assim, muitos veem a necessidade de alinhavar um acordo de cavalheiros para evitar que as crises política e econômica se aprofundem.

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Atacado nas mobilizações de domingo, Maia chegou a ser aconselhado na segunda-feira (27) por aliados a dar uma resposta contundente à ofensiva contra o Congresso e o Centrão – grupo que reúne partidos como DEM, PP, PR, PRB, MDB e Solidariedade – com um pronunciamento em defesa do Legislativo. 

No fim do dia, no entanto, interlocutores de Bolsonaro entraram em cena para acalmar os ânimos e apagar o novo incêndio com o convite a conversa desta terça. O presidente da Câmara está certo de que Bolsonaro – e não apenas a bancada do PSL – estimulou as críticas ao Congresso.

O Palácio do Planalto admite que houve estragos na relação com o Legislativo por causa dos ataques. No domingo, ele disse, por exemplo, que as manifestações deram um recado “às velhas práticas”, que não deixam o povo se “libertar”. Nas redes sociais, o presidente classificou a mobilização em todo o País como “espontânea”. 

A portas fechadas, Bolsonaro avaliou, porém, que exagerou em suas observações ao bater na tecla das “velhas práticas”. Lembrou, contudo, que sempre foi atacado quando era deputado “do baixo clero” e sobreviveu ao “bombardeio”. A preocupação do Planalto, agora, é com a reação do Congresso e possíveis “trocos” em votações no plenário. O governo teme, ainda, que o Legislativo aprove uma proposta de emenda à Constituição para diminuir os poderes do presidente na edição de medidas provisórias.

(Com Estadão Conteúdo)


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