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Após Dilma atacar ‘golpistas’, Temer prega união: ‘Oposição ajuda a governar’

Em um tom diferente da presidente da República, peemedebista disse que momento exige "pensamento conjugado nos vários setores da sociedade"

Por Gabriel Castro, de Brasília 8 jul 2015, 13h17

O presidente da República em exercício, Michel Temer, adotou um tom mais conciliador do que o de Dilma Rousseff nesta quarta-feira ao comentar o endurecimento do discurso oposicionista contra a petista. Questionado sobre a entrevista em que Dilma classificou como “golpistas” os movimentos por sua saída, Temer afirmou: “Não devemos discutir esse tema”.

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O peemedebista participou de uma sessão solene na Câmara dos Deputados. Temer disse que o momento exige, mais do que nunca, “pensamento conjugado nos vários setores da sociedade” e que “a oposição existe também para ajudar a governar, mesmo quando critica”.

Temer também admitiu que o cenário econômico passa por dificuldades e que a recuperação provavelmente não virá em 2015, mas defendeu o ajuste fiscal como forma de enfrentar a crise. “Ninguém ignora que há dificuldades transitórias em relação à economia, mas essas medidas que estão sendo tomadas pelo Executivo é que reverterão essa tendência”, afirmou.

O vice-presidente também não deixou claro se deixará o protagonismo na articulação política do governo, que assumiu desde que a presidente Dilma Rousseff extinguiu a Secretaria de Relações Institucionais. Ele voltou a afirmar que a articulação é uma função natural do cargo de vice-presidente. Indagado sobre a pressão de peemedebistas para que ele deixe o papel de principal articulador do governo, ele respondeu: “Não há”.

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