Após decreto no Rio, Nunes avisa que vai sancionar proibição de anúncios de “bets” em SP
Capital paulista pode proibir publicidade de apostas esportivas em mídias externas, seguindo exemplo carioca
Nesta segunda-feira, 13, o Rio de Janeiro proibiu a publicidade de plataformas de apostas esportivas em mídias externas. A novidade de bastidor é que a capital paulista pode seguir exatamente o mesmo caminho nas próximas semanas, se depender da vontade política do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Ao Radar, Nunes adiantou em primeira mão a sua estratégia. “Assim que o projeto for aprovado pelos vereadores, será sancionado no mesmo dia”, garantiu o emedebista. Diferentemente do exemplo carioca, em que o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) instituiu a norma por meio de um decreto válido para espaços públicos e locais privados que dependam de autorização municipal, em São Paulo o rito respeitará a votação de um projeto de lei.
A gestão Nunes já tem rastreada a proposta legislativa que vai apoiar. De autoria do vereador João Jorge (MDB), o PL 560/2025 já avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de São Paulo. Como os municípios não têm competência jurídica para proibir o funcionamento das bets, o projeto é focado estritamente no controle do espaço urbano e visual paulistano.
O texto prevê uma multa pesada de 50.000 mil reais por infração registrada. Além disso, estipula a suspensão da licença de funcionamento por até 30 dias em caso de reincidência e até a proibição de realizar eventos esportivos no município por um prazo de 2 anos. A medida reforça a urgência do tema que tem gerado o superendividamento das famílias e o avanço do vício em jogos de azar em todo o país.
Agora, o projeto aguarda para ser votado em Plenário. Como foi apensado ao texto do PL 553/2025, do vereador Adrilles Jorge (União), os dois projetos agora caminham juntos e serão analisados de forma unificada. Essa análise final só deve ocorrer com o retorno dos vereadores à Câmara, após o cumprimento do recesso parlamentar. As sessões ordinárias em plenário estão previstas para retornar logo no início de agosto.







