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Após culto com Malafaia, Flávio Bolsonaro cresce entre evangélicos e cai entre católicos

Já Lula cresceu cinco pontos entre os católicos e caiu um entre os evangélicos, aponta levantamento Genial/Quaest

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 Maio 2026, 09h53
Após culto com Malafaia, Flávio Bolsonaro cresce entre evangélicos e cai entre católicos Priorize VEJA no Google

Após participar de um culto com o pastor Silas Malafaia na igreja dele, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Zona Norte do Rio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu melhorar a imagem dele junto ao eleitorado evangélico, mas caiu na opinião dos católicos, segundo aponta um levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 13. Para fazer a pesquisa, o instituto ouviu 2.004 eleitores de 120 municípios brasileiros entre os dias 8 e 11 de maio, gerando um documento com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.

Em um eventual cenário de segundo turno entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador cresceu cinco pontos entre os evangélicos na comparação entre abril e maio. Já entre os católicos, ele caiu quatro pontos. Ao mesmo tempo, Lula cresceu cinco entre os católicos e caiu um ponto entre os evangélicos.

Lula e Flávio entre eleitores católicos e evangélicos
Lula e Flávio entre eleitores católicos e evangélicos, segundo levantamento da Genial/Quaest de maio de 2026 (Genial/Quaest/Reprodução)

O culto com Malafaia no início de maio foi um gesto de Flávio Bolsonaro para tentar se reaproximar do líder religioso — que era reticente em relação a sua candidatura –, mas também dessa fatia do eleitorado. Apesar disso, a situação logo se tornou alvo de uma ação judicial que acusa os dois de propaganda eleitoral antecipada. O Ministério Público Federal recebeu a denúncia e avalia o quadro para decidir qual posicionamento assumirá sobre o caso.

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Além de Flávio, também participaram do culto outros políticos como o ex-vereador e secretário Alexandre Isquierdo, o ex-governador Claudio Castro (PL-RJ), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o deputado estadual e presidente da Assembleia fluminense Douglas Ruas (PL-RJ), pré-candidato ao governo do Rio, e o ex-prefeito e senador Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

Na ocasião, Malafaia pediu que eles ajoelhassem e fez uma oração para eles. “Eu quero fazer uma oração especial por esses amados. Vou pedir para a igreja ficar de pé. [Vocês, políticos,] podem ajoelhar. Não estão ajoelhando diante de mim, não, estão ajoelhando diante de Deus. Eu só estou aqui no microfone para ministrar uma oração para abençoar a vida deles, a caminhada e a jornada deles. Que a vontade de Deus se estabeleça na vida deles. Essa é a nossa oração. Estende a mão para cá, gente. Você que está em outro estado ou outra nação, estende a mão em direção ao telão da igreja em qualquer lugar do Brasil, Portugal ou Estados Unidos. Senhor, eu quero abençoar a vida desses homens. Que a Tua vontade se estabeleça para que eles sejam instrumentos teus (…). Nós declaramos a benção e a vitória no nome de Jesus”, falou o pastor.

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A presença de Flávio no culto evangélico foi lida como uma tentativa de reaproximação com o pastor, visto que ele foi contra a sua candidatura presidencial no início e declarava preferência ao nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF). Já há algumas semanas, Malafaia voltou atrás e tem defendido Flávio na disputa.

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