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Amigos prestam homenagem a Tuma

O horário do velório foi adiado para 20h30. Políticos, empresários e familiares assinaram pelo menos 50 coroas de flores

O velório do senador Romeu Tuma, que estava marcado para as 18h, foi adiado para depois das 21 horas, devido ao atraso no processo de embalsamento do corpo. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, parentes, amigos e a imprensa aguardaram durante o início da noite pela chegada do corpo, o que só ocorreu às 21h15.

Desde o final da tarde, pelo menos 50 coroas de flores assinadas por empresários, familiares e políticos chegaram ao local. Entre as homenagens estão a do presidente do senado, José Sarney, a do presidente do PTB de São Paulo, deputado Campos Machado, a do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a do senador Cristovam Buarque e a do candidato à presidência da República José Serra. Em todas as manifestações de apoio, há referências ao “querido amigo” senador.

Um dos primeiros políticos a chegar à Assembléia Legislativa foi o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que estava na cidade para fazer campanha com Serra. “O Tuma era uma pessoa muito sensível, carinhosa e presente. Nas reuniões da Comissão de Relações Exteriores do Senado, sempre lembrava de seus ancestrais com carinho”, disse Azeredo.

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, não compareceu mas foi representada pelo advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos: “Convivemos sempre em campos adversos, mas com muito respeito. Ele tinha uma carreira impecável, marcada pela dignidade e pelo respeito às pessoas. Foram 16 anos de parlamento que ele exerceu com muito rigor e com muito entusiasmo”.

O governador recém-eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, chegou às 20h para acompanhar o velório. “Venho prestar o meu profundo pesar e orações aos familiares de Tuma. Convivi bastante com ele na campanha de 2002, em que ele estava na minha chapa. Criamos laços de afeto; ele era uma pessoa afável, simples, humilde; uma pessoa do bem”, enfatizou. O senador Eduardo Suplicy também chegou à Assembléia e lembrou momentos de vida ao lado de Romeu Tuma como senador. Logo após, o deputado Arlindo Chinaglia reiterou a personalidade afável de Tuma.

Rezkalla Tuma, 83 anos, se emocionou ao falar do irmão mais novo. “Fica uma memória boa. Ele sempre foi humano, mesmo nas diferentes situações políticas. Foi um exemplo de dignidade parlamentar e em todos os cargos que ocupou”, afirmou. Rezkalla ainda comentou que, mesmo com os problemas de saúde que o senador tinha, a família tinha esperanças. “Era uma luta que tínhamos certeza que daria resultado”, completou.

Os filhos e a esposa de Romeu Tuma chegaram às 20h30. A família pediu que tivessem um momento a sós com o corpo do senador, algo em torno de 30 minutos, durante o velório.