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Ameaças não vão nos silenciar, diz Damares

Em entrevista a VEJA, líder terrorista põe a ministra como alvo por ser 'cristã branca evangelizadora que prega o progresso e condena toda a ancestralidade'

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, reagiu nesta sexta-feira, 19, às ameaças que vem recebendo de um grupo de terroristas. Conforme revelou reportagem de VEJA desta edição, um dos líderes da Sociedade Secreta Selvagem (SSS), uma organização internacional que se diz eco-extremista e é investigada por ataques terroristas e assassinatos de políticos e empresários em vários países, afirmou que a ministra está entre os alvos principais.

“Nenhuma ameaça silencia nosso propósito de transformar o Brasil num lugar melhor, que respeita crianças, mulheres e idosos; que garanta o direito à vida desde a concepção; e que constrói políticas públicas com o enfoque na família”, afirmou a ministra, por meio de nota.

O terrorista, que usa o codinome Anhangá, afirma que os integrantes do grupo ameaçaram a ministra por causa do símbolo que ela se tornou: “a cristã branca evangelizadora que prega o progresso e condena toda a ancestralidade”. E também porque “o eco-extremismo é extremamente incompatível com o que prega o seu ministério, é um choque filosófico”.

Em maio, reportagem de VEJA mostrou o abalo emocional da ministra provocado, entre outros motivos, pelos ataques que vinha recebendo. Ela chegou a cogitar com presidente Bolsonaro a possibilidade de deixar  o governo.

Com medo de envenenamento, Damares foi até aconselhada a não ingerir alimentos sem saber sua origem.

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As ameaças do SSS começaram em dezembro, antes mesmo de Bolsonaro tomar posse, e foram detectadas pela Polícia Federal e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Por recomendação da Abin, Damares mudou de endereço e foi morar em um hotel.