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Alvo do PT, Cunha reage: ‘Agressão ninguém vai aceitar’

Presidente da Câmara diz que petistas poderiam ter rompido aliança se quisessem, e afirma que hostilidade ameaça parceria entre as siglas

Por Gabriel Castro, de Brasília 15 jun 2015, 19h22

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu nesta segunda-feira aos ataques desferidos por representantes do PT no último sábado, durante o congresso da sigla. O peemedebista disse que seu partido não vai tolerar agressões: “Não vou aceitar que o PMDB continue sendo agredido todo o tempo pelo PT. Se o PT queria sair da aliança que o fizesse, não tem nenhum problema”.

No congresso petista, alas da sigla defenderam o rompimento do PT e apoiaram um documento que chamava o PMDB de “sabotador”. Houve gritos de “Fora Cunha”. Mesmo entre os defensores da aliança, que eram maioria, não havia demonstração de apreço pelo PMDB. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defendeu a manutenção da aliança, mas disse não ter “ilusões”sobre os aliados. Cunha reclamou: “O PT sempre insiste em buscar agressões. Não foi só um movimento que foi fazer coro. Ali teve pessoas que defenderam a manutenção aliança atacando. Mostra que foi um ataque continuado”.

O presidente da Câmara também reafirmou sua tese de que PMDB e PT devem caminhar separados nas eleições de 2018. Mais do que isso: para ele, a hostilidade petista pode gerar um rompimento ainda antes. “Isso é muito preocupante. Isso não contibui nem para manter um clima de tentar ter convivência até o processo eleitoral”. Embora diga que a aliança de 2018 não está em discussão agora, ele afirma que não vê vontade de seu partido manter a parceria.

Eduardo Cunha disse, entretanto, que sua insatisfação com o PT não vai influenciar a pauta de votações na Câmara dos Deputados.

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