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Alvaro: ‘O que Bolsonaro administrou? foi síndico do prédio onde mora?’

Candidato do Podemos criticou líderes das pesquisas e a decisão do STF de barrar voto impresso nas eleições, o que levantaria suspeitas em decisão apertada

Por Guilherme Venaglia Atualizado em 19 set 2018, 13h16 - Publicado em 19 set 2018, 12h57

Em sexto lugar nas últimas pesquisas de intenção de voto, o candidato do Podemos à Presidência, Alvaro Dias, criticou os dois postulantes com mais chances, segundo as últimas pesquisas de intenções de voto, de avançar ao segundo turno. Ele criticou a falta de experiência de Jair Bolsonaro (PSL) e ligou Fernando Haddad (PT) à “crença na ignorância”.

“Com todo respeito aos candidatos, o que o Bolsonaro administrou? Ele foi síndico do prédio onde mora? Foi cogitado para ser prefeito da sua cidade ou governador do seu estado? Em décadas, o que ele produziu? Administrou alguma coisa? Foi bem-sucedido? O Brasil não pode brincar nessa hora crucial”, afirmou. “Já o outro [Haddad] é o porta-voz da tragédia, da filosofia do fracasso, da crença na ignorância. É o porta-voz dos representantes daqueles que distribuem a pobreza para todos e a riqueza para seus líderes”.

  • Alvaro Dias foi o terceiro entrevistado do Fórum Amarelas ao Vivo, promovido por VEJA nesta quarta-feira 19. O presidenciável do Podemos se recusou a cogitar o que faria em um eventual segundo turno, acreditando que “essa eleição vai ser decidida na última semana”, o que mantém vivas suas esperanças de avançar. “Eu vou estar no segundo turno. Essas hipóteses [ter de apoiar algum candidato] depreciam e eu não as admito”.

    O senador paranaense criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de vetar o voto impresso nas eleições deste ano e que considera que pode haver suspeita de fraude em caso de o resultado da eleição, se comparado às pesquisas de boca-de-urna, for muito diferente ou por uma margem muito pequena. “Apenas em uma eleição milimetricamente apertada eu imaginaria a possibilidade de fraude, mas a pesquisa de boca-de-urna sempre acerta e torna o sistema mais seguro nas eleições”.

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